O Serviço Geológico do Brasil (SGB) terá um reforço de R$ 50 milhões no orçamento para ampliar ações relacionadas à pesquisa mineral e à produção de conhecimento geocientífico no país. A verba foi autorizada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) por meio da Portaria GM/MPO nº 372, publicada no Diário Oficial da União em 3 de setembro de 2026.
O dinheiro está inserido no programa Mineração Segura e Sustentável, dentro da ação voltada à Pesquisa Mineral, e será destinado ao Ministério de Minas e Energia (MME), tendo como beneficiária a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), responsável pelo SGB.
O reforço ocorre em uma área considerada estratégica para o setor mineral, já que os levantamentos geológicos ajudam a identificar o potencial do território brasileiro e fornecem informações utilizadas no planejamento de atividades relacionadas aos recursos minerais.
SGB terá R$ 45 milhões para despesas e R$ 5 milhões em investimentos
A maior parte do crédito adicional será utilizada em despesas correntes. Do total de R$ 50 milhões, R$ 45 milhões foram classificados nessa categoria, enquanto os R$ 5 milhões restantes serão aplicados em investimentos.
Na prática, a suplementação aumenta a capacidade financeira do SGB para executar projetos e atividades ligados à pesquisa mineral. A instituição também poderá ampliar a geração de dados e informações geocientíficas que servem de base para decisões relacionadas ao aproveitamento dos recursos naturais.
O fortalecimento dos estudos ganha relevância diante da busca do Brasil por novas oportunidades no setor mineral e da crescente atenção sobre minerais estratégicos. Dados geológicos mais detalhados podem contribuir para identificar áreas com potencial e melhorar o conhecimento sobre as reservas existentes no território nacional.
Crédito foi obtido com cancelamento de verba de outra área
De acordo com a portaria publicada pelo governo federal, a abertura do crédito suplementar não representa uma ampliação líquida do orçamento da União. Os recursos foram viabilizados por meio da anulação de dotações orçamentárias anteriormente previstas para o Ministério das Cidades.
Com a mudança, R$ 50 milhões que estavam destinados a outra programação orçamentária passam a reforçar as ações de pesquisa mineral conduzidas pelo SGB.
A medida coloca mais recursos à disposição de uma instituição responsável por produzir informações fundamentais sobre o subsolo brasileiro. Além de apoiar estudos voltados à identificação de recursos minerais, o trabalho geocientífico pode contribuir para o planejamento territorial, a avaliação de áreas de interesse e o desenvolvimento de políticas públicas para o setor.
O novo aporte também ocorre em um momento de maior interesse pela capacidade brasileira de fornecer matérias-primas necessárias para diferentes cadeias industriais. Com investimentos em pesquisa, o país amplia o conhecimento sobre seu próprio território e pode melhorar as condições para identificar oportunidades futuras na mineração.
Os R$ 50 milhões, portanto, representam um reforço específico para uma etapa que antecede a exploração mineral e que pode ser decisiva para ampliar o conhecimento sobre o potencial do subsolo brasileiro.


