A Agência Nacional de Mineração (ANM) está apostando em inteligência artificial para aprimorar uma das áreas mais importantes de sua atuação financeira. A tecnologia será utilizada para aumentar a eficiência na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os royalties pagos pela atividade mineral.
O projeto recebeu o nome de Vênia e está sendo desenvolvido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A iniciativa já avançou além das etapas iniciais e entrou em uma fase voltada ao desenvolvimento de soluções e à criação de protótipos funcionais.
A proposta é utilizar recursos de inteligência artificial para apoiar o trabalho relacionado à arrecadação da CFEM, buscando tornar os processos mais eficientes e aprimorar a atuação da agência.
ANM aposta em tecnologia para melhorar cobrança da CFEM
A CFEM representa uma das principais fontes de compensação financeira geradas pela exploração mineral no país. Os recursos são distribuídos entre União, estados e municípios, seguindo critérios definidos pela legislação.
Nesse contexto, aumentar a eficiência na identificação, análise e acompanhamento das informações relacionadas aos pagamentos pode ter impacto direto sobre a arrecadação dos royalties da mineração.
O projeto Vênia surge justamente com essa finalidade. A iniciativa desenvolvida em parceria com a Enap passou pela fase de diagnóstico e ideação e agora avança para o desenvolvimento ágil e a prototipagem funcional.
Projeto Vênia entra em fase de prototipagem
A mudança de etapa indica que o projeto deixou o campo de levantamento de necessidades e planejamento inicial para começar a testar, na prática, soluções que possam ser incorporadas ao trabalho da ANM.
A utilização de inteligência artificial poderá oferecer novas ferramentas para apoiar atividades relacionadas à arrecadação, embora os detalhes sobre as funcionalidades finais do sistema ainda estejam em desenvolvimento.
A expectativa é que o avanço do Vênia contribua para modernizar os processos da agência e aumentar a capacidade de acompanhamento da CFEM. A iniciativa também sinaliza uma aproximação cada vez maior entre tecnologia e gestão pública dentro do setor mineral.


