CSN terá de pagar R$ 39,1 milhões após Cade desistir de recurso sobre participação na Usiminas

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desistiu do recurso que havia apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em uma disputa envolvendo a participação acionária da CSN na Usiminas. Com a decisão, permanecem válidos os efeitos de uma determinação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que estabeleceu uma multa de R$ 39,1 milhões.

A penalidade está relacionada ao período em que a Companhia Siderúrgica Nacional demorou para reduzir sua participação na siderúrgica mineira conforme determinado pela Justiça.

CSN acumulou multa por atraso no desinvestimento

O valor da penalidade foi calculado a partir de uma cobrança diária de R$ 100 mil pelo descumprimento do prazo estabelecido para diminuir a participação acionária na Usiminas.

A CSN somente reduziu sua fatia para 4,99% em agosto de 2025, depois de uma série de extensões concedidas para que o desinvestimento fosse concluído.

Com a desistência do Cade no processo que tramitava no STJ, a decisão anterior permanece produzindo efeitos. A medida, no entanto, não representa o fim da disputa judicial.

Processo ainda terá novos recursos

A CSN informou que continuará contestando a decisão. A companhia defende que não havia justificativa para estabelecer um prazo obrigatório para a venda das ações.

Segundo a posição apresentada pela empresa, uma análise técnica elaborada pelo próprio órgão antitruste apontava que não seria necessário fixar uma data-limite para a realização do desinvestimento.

Dessa forma, apesar da desistência do recurso pelo Cade e da manutenção da multa definida pelo TRF-6, a discussão sobre a participação da CSN na Usiminas ainda deverá continuar na Justiça.

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