EUA mantêm 51,2% das exportações brasileiras de rochas naturais protegidas de parte da nova tarifa

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A decisão do governo dos Estados Unidos trouxe um alívio parcial para a indústria brasileira de rochas naturais. O país norte-americano confirmou que os quartzitos continuarão fora da tarifa adicional de 25% anunciada durante a investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Apesar disso, outros materiais importantes para o setor, como mármores, granitos e ardósias, seguirão sujeitos à cobrança, o que deve aumentar os desafios para parte das empresas exportadoras.

A medida passa a valer a partir de 22 de julho de 2026 e faz parte da conclusão da investigação iniciada em 2025 sobre práticas comerciais envolvendo o Brasil.

Rochas naturais mantêm espaço estratégico no mercado americano

A decisão preserva a subposição tarifária que contempla os quartzitos brasileiros, considerados atualmente um dos principais produtos comercializados pelo setor no mercado norte-americano. Durante todo o processo de investigação, representantes da indústria brasileira participaram das discussões realizadas nos Estados Unidos para defender a exclusão das rochas naturais das novas tarifas.

Na audiência pública realizada em Washington, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) argumentou que os materiais produzidos no Brasil possuem características únicas e exercem papel importante na cadeia produtiva americana, abastecendo empresas e contribuindo para investimentos e geração de empregos.

A defesa também recebeu apoio do Natural Stone Institute (NSI), entidade que representa a indústria de rochas naturais nos Estados Unidos, além de importadores americanos que destacaram os impactos que a sobretaxa poderá provocar sobre os custos da construção civil e da habitação.

Segundo o vice-presidente da Centrorochas, Fábio Cruz, a mobilização institucional foi determinante para garantir esse resultado.

Exportações para os EUA ainda lideram as vendas do setor

Mesmo diante das mudanças no cenário comercial, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das rochas naturais produzidas no Brasil. Entre janeiro e junho de 2026, o mercado americano respondeu por 51,2% de todas as exportações brasileiras do segmento.

No primeiro semestre deste ano, as vendas para os Estados Unidos movimentaram US$ 364,3 milhões, resultado que representa uma redução de 14,4% em comparação com o mesmo período de 2025. A retração foi puxada principalmente pela queda nas compras de produtos manufaturados, justamente os mais afetados pelas novas tarifas comerciais.

Apesar da desaceleração, o mercado norte-americano permanece como o principal parceiro da indústria brasileira de rochas naturais. Em 2025, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 795 milhões, com aproximadamente 587 mil toneladas embarcadas, consolidando a importância estratégica desse destino para o setor e reforçando a expectativa de recuperação caso o ambiente comercial volte a apresentar maior estabilidade.

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