A mineração e a criatividade se encontram em Belo Horizonte durante a 11ª edição da Modernos Eternos BH. Neste ano, a AngloGold Ashanti leva ao evento uma série de iniciativas que mostram como materiais provenientes da atividade mineral podem ganhar novas funções e se transformar em peças ligadas à arte, ao design, à arquitetura e à sustentabilidade.
A proposta da empresa é ampliar o olhar sobre os chamados co-produtos do ouro, apresentando alternativas que unem inovação, reaproveitamento de recursos e valorização da cultura mineira. A mostra acontece entre os dias 16 de junho e 12 de julho, na Escola Estadual Pedro II, um dos prédios históricos mais conhecidos da capital mineira.
Modernos Eternos BH destaca joias criadas a partir de co-produtos do ouro
Entre as atrações apresentadas pela companhia está um espaço conceitual desenvolvido pelo arquiteto Cássio Gontijo, onde o público pode conhecer peças exclusivas produzidas por designers convidados. As criações utilizam materiais derivados da mineração para dar vida a obras que exploram conceitos ligados à memória, identidade, transformação e conexão com o território.
A exposição reúne diferentes interpretações artísticas da matéria-prima mineral. As joias evidenciam como elementos tradicionalmente associados à extração podem ser inseridos em propostas contemporâneas, reforçando a relação entre inovação e expressão cultural.
Economia circular ganha espaço com tintas e trabalhos artesanais
Outro projeto apresentado durante o evento envolve a criação de tintas desenvolvidas com pigmentos naturais obtidos a partir de co-produtos do ouro. A iniciativa foi realizada em parceria com a Dacapo Revestimentos e integra a tradicional Ação Street da mostra.
Os materiais serão aplicados tanto em obras artísticas quanto em ambientes expositivos, demonstrando novas possibilidades para o aproveitamento de recursos minerais em soluções sustentáveis.
A participação da AngloGold Ashanti também abre espaço para o trabalho de grupos que preservam tradições artesanais de Minas Gerais. Bordadeiras de Caeté e integrantes da Casa das Tecelãs de Brumal apresentam produções inspiradas na história do Ciclo do Ouro e no patrimônio cultural do estado.
As obras utilizam técnicas transmitidas entre gerações, como bordado, crochê, macramê, tapeçaria e bainha aberta. O resultado é uma coleção de trabalhos que valorizam a memória coletiva, os saberes tradicionais e a identidade cultural das comunidades mineiras.


