O Brasil vive uma verdadeira corrida pelas terras raras. Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostram que, somente até 8 de junho deste ano, foram protocolados 401 requerimentos de autorização de pesquisa para esses minerais estratégicos — volume que já representa quase 84% de todos os pedidos registrados entre 1975 e 2020, quando houve 476 solicitações.
Explosão de pedidos nos últimos anos
A busca por áreas com potencial para exploração vem aumentando de forma acelerada nos últimos anos. Após um crescimento moderado em 2021 e 2022, o setor registrou uma explosão de pedidos em 2023, quando foram protocolados 901 requerimentos.
O movimento se intensificou em 2024, que se tornou o ano recorde, com 1.018 solicitações. Em 2025, embora tenha havido desaceleração, o número permaneceu elevado, com 655 pedidos.
Especialistas destacam, porém, que o aumento dos requerimentos não significa expansão imediata da produção mineral. Antes de chegar à fase de exploração comercial, os projetos precisam passar por etapas como pesquisa geológica detalhada, estudos de viabilidade econômica e licenciamento ambiental, processos que podem levar vários anos.
Terras raras são essenciais para a transição energética
O avanço dos requerimentos está diretamente ligado à crescente demanda mundial por minerais críticos. As terras raras são utilizadas na fabricação de ímãs permanentes empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
Atualmente, a China concentra a maior parte da produção e do processamento mundial desses minerais. Esse cenário tem levado países como Estados Unidos e membros da União Europeia a buscar novos fornecedores e reduzir a dependência do mercado chinês.
Brasil entra no radar internacional
Diante desse contexto, o Brasil desponta como uma das principais apostas globais para o fornecimento futuro de terras raras, ampliando o interesse de investidores e fortalecendo o potencial do país na cadeia mundial de minerais estratégicos.


