A Bahia pretende avançar para um novo patamar na cadeia mineral ao investir não apenas na extração de terras raras, mas também no processamento desses elementos estratégicos para a indústria tecnológica global. A iniciativa busca agregar valor à produção local e posicionar o estado como um dos principais polos brasileiros voltados à transição energética e às tecnologias do futuro.
O anúncio foi feito pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal ao canal Bahia Notícias, que destacou a importância de dominar as etapas industriais que sucedem a mineração para ampliar a competitividade do estado no mercado internacional.
Terras raras colocam a Bahia no radar da indústria global
Presentes em equipamentos eletrônicos, veículos elétricos, turbinas eólicas, baterias e diversas tecnologias avançadas, as terras raras tornaram-se recursos cada vez mais disputados no cenário mundial.
Embora existam reservas em diferentes regiões do planeta, um dos maiores desafios da indústria é transformar esses minerais em produtos que possam ser utilizados pelas cadeias produtivas de alta tecnologia. Segundo Henrique Carballal, esse é justamente o diferencial que a Bahia pretende desenvolver.
De acordo com o dirigente da CBPM, áreas com potencial para exploração já foram identificadas em território baiano, criando condições para que novas indústrias sejam implantadas nos próximos anos.
Bahia aposta em terras raras para exportar tecnologia e não apenas minério
A estratégia do governo estadual prevê a instalação de três unidades industriais voltadas ao beneficiamento das terras raras. O objetivo é realizar diferentes etapas do processamento dentro da própria Bahia, ampliando o valor agregado da produção mineral.
“A CBPM vai trazer três plantas industriais para a Bahia. Uma para a gente purificar – ou seja, da mina nós vamos extrair as terras raras, e purificar, fazendo o carbonato de terras raras. Em seguida nós vamos fazer o óxido de terras raras, para depois ter uma outra planta, com uma tecnologia muito avançada, para poder fazer a separação dos elementos químicos. Então nós vamos ter condições de vender não a commodity, mas de fato exportar produtos agregados de alta tecnologia, mais uma vez posicionando a Bahia como destaque mundial na transição energética e nessa revolução tecnológica que a gente está vivendo”.
A expectativa é que o projeto fortaleça a participação da Bahia em um mercado estratégico para as próximas décadas, reduzindo a dependência da simples exportação de matéria-prima e ampliando a presença do estado em segmentos ligados à inovação, energia limpa e indústria de ponta.
Com a crescente demanda global por minerais críticos, a iniciativa pode colocar a Bahia em posição de destaque na disputa por investimentos voltados às tecnologias que devem moldar a economia mundial nos próximos anos.


