Minas Gerais vem se consolidando como uma das principais apostas do setor mineral ligado à transição energética global. Municípios como Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, Poços de Caldas, no Sul do Estado, e Araxá, no Triângulo Mineiro, estão no centro de investimentos voltados à exploração de minerais considerados essenciais para novas tecnologias e produção de energia limpa.
Os projetos de transição energética desenvolvidos nas cidades envolvem empresas como Companhia Brasileira de Lítio (CBL), Viridis Mining e St George Mining, que apostam no potencial mineral mineiro para atender à crescente demanda internacional por matérias-primas estratégicas.
O tema ganhou destaque durante o seminário “Mineração 360º – o Motor da Economia Nacional”, promovido pelo jornal O TEMPO, na quarta-feira (13), em Belo Horizonte.
Terras-raras colocam Minas Gerais no radar mundial da transição energética
Entre os minerais que mais despertam interesse estão as chamadas terras-raras, grupo composto por 17 elementos químicos utilizados em setores considerados fundamentais para a economia moderna. Esses materiais são aplicados na fabricação de motores elétricos, baterias, turbinas, equipamentos hospitalares, foguetes e outras tecnologias ligadas à inovação e energia renovável.
Em Araxá, a australiana St George Mining conduz um projeto voltado à exploração de nióbio e terras-raras. Segundo o country manager da companhia no Brasil, Thiago Amaral, a escolha pelo país ocorreu após uma análise internacional de oportunidades.
“É um investimento que acredita no potencial do Brasil, que são talvez os projetos mais bem ranqueados do mundo, porque o país, além das reservas, tem uma matriz energética limpa e capacidade de oferecer tecnologia e ambiente de negócios”, diz.
A iniciativa ainda está em fase de desenvolvimento, mas já recebeu investimentos superiores a R$ 250 milhões. A expectativa da empresa é iniciar as operações em até três anos.
Mineração estratégica pode impulsionar economia mineira
Além da geração de empregos e movimentação econômica nas regiões envolvidas, os projetos de transição energética são vistos como uma oportunidade para Minas Gerais ampliar sua participação no mercado global de minerais críticos, considerados indispensáveis para a chamada economia verde.
Especialistas apontam que o avanço dessas atividades também traz desafios importantes, como infraestrutura, licenciamento ambiental e qualificação profissional. Ainda assim, o cenário é tratado pelo setor como promissor, principalmente diante do aumento da demanda mundial por materiais ligados à transição energética.
Com reservas minerais diversificadas e capacidade produtiva já reconhecida internacionalmente, Minas Gerais busca fortalecer sua posição como fornecedor estratégico para indústrias de alta tecnologia e energia limpa.
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