Minas Gerais está no centro de um novo ciclo de investimentos em infraestrutura ferroviária que pode transformar o transporte de cargas e fortalecer a competitividade da indústria estadual. A previsão é que cerca de R$ 38 bilhões sejam destinados à modernização e ampliação da malha ferroviária nos próximos anos, abrindo caminho para melhorias logísticas e novos negócios em diversas regiões do estado.
O anúncio foi feito durante o primeiro Fórum Ferroviário da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), realizado em Belo Horizonte, e reforça a importância estratégica do setor para o desenvolvimento econômico mineiro.
Malha ferroviária de Minas Gerais entra no radar de grandes investimentos
O volume bilionário integra um pacote mais amplo que envolve renegociações contratuais com concessionárias como Vale e MRS, além da repactuação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A proposta, segundo representantes do setor, cria uma perspectiva de investimentos contínuos e de longo prazo para Minas Gerais.
A expectativa é que os recursos contribuam para ampliar a capacidade de transporte sobre trilhos, melhorar a eficiência operacional e oferecer mais competitividade ao escoamento de mercadorias.
Durante o evento, Alessandro Baumgartner, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destacou que o planejamento em andamento projeta um cenário relevante para o estado dentro da logística nacional.
Setor aposta na malha ferroviária para reduzir custos e ampliar competitividade
Para o setor produtivo, o fortalecimento da malha ferroviária representa uma alternativa importante para diminuir despesas logísticas e tornar o transporte de cargas mais sustentável. A avaliação é que o modal ferroviário oferece ganhos significativos de eficiência quando comparado ao transporte rodoviário, especialmente em longas distâncias.
A posição geográfica de Minas Gerais também é considerada um diferencial estratégico. Por fazer divisa com sete estados, o território mineiro ocupa uma localização privilegiada para integração logística e distribuição nacional.
O governo estadual avalia que a execução dos projetos depende diretamente da capacidade de atrair investimentos privados, diante do elevado custo das obras.


