A mineradora brasileira Serra Verde, que entrou no centro das atenções após ser alvo de uma possível aquisição de US$ 2,8 bilhões pela norte-americana USA Rare Earth, aposta no crescimento da produção de terras raras pesadas em Goiás para ganhar espaço em um mercado hoje fortemente controlado pela China.
A operação Pela Ema, localizada no estado de Goiás, passa por uma fase de expansão e deve ampliar de forma significativa sua capacidade produtiva nos próximos meses, tornando-se uma peça estratégica no setor mineral internacional.
Serra Verde aposta nas terras raras pesadas
Segundo o diretor de Operações da empresa, Ricardo Grossi, cerca de um terço da produção futura da mineradora deverá ser composta por elementos classificados como terras raras pesadas, considerados fundamentais para indústrias de alta tecnologia, energia e defesa.
Atualmente, a produção da unidade gira em torno de 100 toneladas métricas de óxidos de terras raras por ano. No entanto, a expectativa é de um salto expressivo com a ampliação da estrutura operacional.
As terras raras pesadas são estratégicas porque possuem alto valor agregado e ampla aplicação em baterias, turbinas eólicas, ímãs permanentes e equipamentos eletrônicos avançados, setor em que a China mantém forte domínio global.
Produção em Goiás deve chegar a 6.400 toneladas
Com o avanço da expansão da operação Pela Ema, a Serra Verde projeta alcançar cerca de 6.400 toneladas anuais de produção até o fim do próximo ano, elevando consideravelmente sua relevância no mercado internacional.
A possível aquisição bilionária pela USA Rare Earth reforça o interesse estrangeiro sobre o potencial mineral brasileiro, especialmente em Goiás, onde a exploração de terras raras tem atraído atenção global.
O crescimento da mineradora também fortalece o debate sobre a necessidade de agregar valor à produção nacional, reduzindo a exportação de minério bruto e ampliando o desenvolvimento tecnológico dentro do próprio país.


