A rápida entrada de um empresário no setor mineral, com a criação de quatro companhias em um intervalo inferior a um ano, passou a chamar atenção após sua participação em um leilão de alto valor promovido pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O caso envolve Eduardo Wanderley, que até então não tinha histórico de atuação na área.
Expansão acelerada no setor mineral levantaram suspeita de irregularidade na ANM
Entre o fim de 2023 e meados de 2024, Eduardo Wanderley estruturou uma série de empresas voltadas à mineração. A movimentação começou com a abertura da Serra Verde Mineração, registrada em dezembro de 2023, com capital inicial de R$ 500 mil.
Em junho de 2024, duas novas empresas surgiram no mesmo dia: 3D Minerals e Brazil Minerals, ambas com capital social de R$ 5 mil. O empresário também integrou a Conta História Mineração, mas deixou o quadro societário no início de 2025.
Os empreendimentos contam com diferentes perfis de sócios. Na Serra Verde Mineração, Wanderley divide participação com a holding 5A Participações, ligada a grandes grupos do setor, e com Rodrigo Medrado Geo, vice-presidente da ItaMinas.
Nas empresas 3D Minerals e Brazil Minerals, a sociedade é compartilhada com o irmão, Daniel Wanderley.
Atuação familiar e novos negócios
Daniel também passou a investir no setor mineral recentemente. Ele é dono da Way Minerals, criada em junho de 2024, e foi sócio da MN25 Ltda., aberta em novembro do mesmo ano e encerrada em janeiro de 2026.
Todas as empresas estão sediadas em Minas Gerais e foram criadas após 2023, marcando uma entrada recente da família no segmento.
Antes de atuar na mineração, Eduardo Wanderley mantinha negócios em áreas como conservação de estradas, indústria, atividades rurais e até um empreendimento de kart indoor. O irmão também não possuía histórico anterior no setor mineral.


