Uma descoberta mineral de proporções bilionárias colocou a Cordilheira dos Andes no centro do interesse global. Avaliada em cerca de R$ 900 bilhões, a jazida localizada na fronteira entre Chile e Argentina vem sendo apontada como um dos projetos mais relevantes da atualidade para o setor mineral.
Mesmo fora do território brasileiro, a proximidade geográfica e o volume expressivo de recursos ampliam o potencial de impacto econômico em toda a América do Sul.
Distrito Vicuña concentra projetos estratégicos
As operações estão concentradas no chamado Distrito Vicuña, uma área montanhosa que reúne empreendimentos de grande porte, como Filo del Sol e Josemaría.
A região tem chamado atenção não apenas pelo volume de ouro, mas pela diversidade de minerais presentes, o que amplia sua relevância estratégica no cenário global.
Reservas vão além do ouro e incluem cobre e prata
As primeiras estimativas indicam a presença de aproximadamente 32 milhões de onças de ouro. No entanto, o verdadeiro diferencial do projeto está na combinação com outros recursos de alto valor econômico.
O complexo também concentra cerca de 12,8 milhões de toneladas de cobre, considerado essencial para tecnologias ligadas à transição energética, além de 659 milhões de onças de prata, ampliando ainda mais o potencial de exploração.
Impacto pode ultrapassar fronteiras e influenciar o continente
A magnitude da descoberta já reposiciona a América do Sul no mapa global da mineração, atraindo investidores e reforçando o interesse de governos na região.
Com a crescente demanda por metais estratégicos, especialmente aqueles ligados à energia limpa e inovação tecnológica, a jazida tende a desempenhar papel relevante no futuro econômico do continente.


