Mineradoras da Índia estão demonstrando crescente interesse por projetos de lítio e terras raras em Minas Gerais, minerais considerados essenciais para a transição energética e as cadeias industriais globais. Esse movimento reflete a estratégia do país em fortalecer sua posição no mercado global de minerais críticos, impulsionando o desenvolvimento de tecnologias para baterias de veículos elétricos e outras aplicações estratégicas.
Acordo entre Brasil e Índia pode intensificar o movimento de interesse em terras raras em Minas
Um dos exemplos mais recentes dessa tendência é a Altmin, uma empresa indiana que adquiriu 33% da CBL Refinaria, localizada em Divisa Alegre, em Minas Gerais. Além disso, a Altmin firmou um acordo com a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) para receber, por 15 anos, o carbonato de lítio grau bateria produzido pela refinaria. A Altmin já era cliente da CBL desde 2019, o que fortaleceu ainda mais os laços comerciais entre as empresas.
O interesse indiano por lítio e terras raras em Minas Gerais não se limita apenas à CBL Refinaria. Segundo fontes do setor, negociações estão em andamento com mineradoras que estão desenvolvendo projetos nas regiões de Araxá e Poços de Caldas. Em ambas as localidades, empresas têm apresentado suas iniciativas a possíveis parceiros indianos, o que pode resultar em novas colaborações e investimentos significativos no futuro próximo.
Esse cenário pode ser ainda mais impulsionado após a assinatura de um memorando de entendimento entre o Brasil e a Índia, com o objetivo de promover a cooperação em minerais críticos e terras raras. Esse acordo cria novas oportunidades para parcerias, investimentos e desenvolvimento tecnológico nas cadeias produtivas, o que pode beneficiar tanto o Brasil quanto a Índia na exploração e processamento desses minerais essenciais para o futuro da indústria e da energia renovável.


