O Serviço Geológico do Brasil (SGB) deu início a um projeto crucial para a expansão do conhecimento geológico e mineral do Brasil, com um foco especial em dois recursos estratégicos: lítio e grafita. O projeto, que começou no segundo semestre de 2025, visa mapear a província grafítica-pegmatítica situada na divisa entre os estados da Bahia e Minas Gerais, trazendo um impacto significativo para o setor mineral brasileiro.
O estudo não só ampliará as bases de dados já existentes, mas também fortalecerá o desenvolvimento de recursos naturais essenciais para o futuro econômico do país.
Detalhes do projeto e as áreas de estudo
A pesquisa abrange uma vasta região que inclui os municípios de Itambé, Ribeirão do Largo, Encruzilhada, Itapetinga, Itororó, Macarani, Maiquinique e Itarantim, na Bahia, e Mata Verde, Bandeira, Jordânia e Divisópolis, em Minas Gerais. Este vasto território, rico em pegmatitos e depósitos de grafita, será fundamental para a atualização do mapeamento geológico da área, além de fornecer informações detalhadas sobre o potencial de exploração de minerais estratégicos.
O projeto inclui uma série de ações práticas, como a realização de mapeamento geológico básico, atualização e integração de bases de dados, e a ampliação do conhecimento sobre recursos minerais em potencial. O resultado será uma visão mais detalhada sobre as áreas de maior viabilidade para a exploração de lítio, grafita e outros minerais valiosos.
Papel estratégico do lítio e grafita para o Brasil
De acordo com o pesquisador Julio Lombello, gerente de Geologia e Recursos Minerais do SGB, a pesquisa tem um papel central no apoio ao desenvolvimento econômico do Brasil, pois o lítio e a grafita são fundamentais para diversas indústrias, incluindo as tecnologias de baterias para veículos elétricos e dispositivos eletrônicos.
O aumento da demanda global por esses minerais coloca o Brasil em uma posição privilegiada, e o projeto visa contribuir para a maximização desse potencial.
Além disso, o estudo está alinhado ao Plano Nacional de Mineração (PNM) e ao Plano Decenal de Mapeamento Geológico Básico (PlanGeo 2025–2034), planejado para fortalecer a pesquisa científica no país e garantir a sustentabilidade na exploração dos recursos naturais.
As etapas de campo do projeto estão previstas para serem concluídas até 2027, com a primeira fase focada na geração de quatro mapas geológicos em escala 1:100.000, a criação de quatro novos bancos de dados e uma nota explicativa detalhando os resultados das investigações.


