Após fiscalização de urgência realizada nesta terça-feira (27/1), a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que as estruturas da mineradora Vale permanecem estáveis, apesar dos transbordamentos de água que ocorreram no último domingo (25/1) nas minas de Viga, em Congonhas, e em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. Segundo a ANM, a segurança estrutural das barragens foi mantida, não havendo risco imediato de rompimento ou danos nas estruturas.
Danos ambientais e autuação a Vale pela demora na notificação
Apesar de garantir a integridade das barragens, a fiscalização apontou danos ambientais significativos, causados pela presença de sedimentos em cursos d’água da Região Central do estado. Os sedimentos resultantes dos transbordamentos foram identificados como uma ameaça ao ecossistema local, afetando a qualidade da água e comprometendo habitats naturais.
A Vale foi autuada pela demora em comunicar o incidente às autoridades competentes, o que gerou um alerta sobre a necessidade de maior agilidade nos procedimentos de notificação e resposta em situações emergenciais. A empresa, segundo o Inmet, deveria ter acionado as autoridades de forma imediata após o transbordamento, como prevê o protocolo de segurança da mineração.
Operações suspensas e plano de recuperação ambiental
Como parte das medidas de segurança, as operações nas minas de Congonhas e Ouro Preto permanecem suspensas enquanto a mineradora implementa um plano de recuperação ambiental para mitigar os impactos causados pelos transbordamentos. O plano inclui a realização de ações para desassorear os cursos d’água e garantir que os sistemas de drenagem funcionem corretamente para evitar novos transbordamentos.
Equipes técnicas continuam no local para monitorar e assegurar que as operações de drenagem e recuperação estejam sendo feitas de acordo com as normas ambientais e de segurança exigidas. A Vale também deverá apresentar um relatório detalhado sobre as ações corretivas e o prazo para a normalização das atividades nas minas afetadas.


