Japão reativa maior usina nuclear do mundo após 12 anos com resistência da população

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Nesta quarta-feira (21), o Japão reativou o primeiro reator da maior usina nuclear do mundo, Kashiwazaki-Kariwa, localizada na região de Niigata. A usina estava paralisada desde o desastre de Fukushima, ocorrido em 2011. Após mais de uma década de inatividade, o reator número 7 começou a operar novamente, com planos de iniciar a operação comercial no próximo mês. A reabertura foi adiada um dia, devido a um problema técnico no sistema de alarme, mas a retomada foi comemorada como um marco importante na política energética do país.

Resistência local e preocupações com segurança após a ativação da usina nuclear

Apesar da aprovação por parte das autoridades japonesas, a reativação da usina tem gerado resistência, especialmente entre os moradores da região, que expressam sérias preocupações com a segurança, considerando os eventos traumáticos de Fukushima. Além disso, a operadora da usina de Kashiwazaki-Kariwa, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO), é a mesma responsável pela usina de Fukushima, o que intensifica o receio de novos acidentes.

Com 33 reatores nucleares aptos a operar no Japão, apenas 15 estão em funcionamento atualmente. A retomada gradual das atividades nucleares faz parte da estratégia do governo japonês para aumentar a produção de energia doméstica e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente após os impactos econômicos e ambientais do desastre de Fukushima, que forçou o país a buscar fontes alternativas de energia.

O governo japonês afirma que a expansão do uso da energia nuclear é essencial para garantir a estabilidade do fornecimento energético e reduzir os custos com importações de petróleo e gás. No entanto, o caminho para a aceitação plena da população, especialmente nas comunidades vizinhas às usinas nucleares, ainda é incerto.

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