A exploração de gás de xisto no Brasil, por meio da técnica de fraturamento hidráulico ou fracking, voltou a ser um tema central em Brasília. Em meio a uma crescente preocupação ambiental, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu convocar uma audiência pública para discutir a viabilidade e os possíveis impactos desse método no país. A tecnologia, que desperta debates em várias partes do mundo, é conhecida por suas controvérsias e riscos, tanto ambientais quanto para a saúde humana.
Fracking: tecnologia polêmica com impactos potencialmente irreversíveis
O fraturamento hidráulico envolve a injeção de uma mistura de água, areia e produtos químicos a alta pressão no subsolo para liberar o gás de xisto, processo que tem gerado intensas discussões. A principal preocupação, conforme explica André Trigueiro, jornalista e especialista ambiental, é o potencial de contaminação dos lençóis freáticos, além dos riscos ao solo e à biodiversidade. O uso de substâncias tóxicas no processo pode resultar em vazamentos perigosos e o risco de poluição dos recursos hídricos essenciais para o consumo humano e animal.
Além disso, o método está relacionado ao aumento da temperatura global devido à emissão de gases de efeito estufa durante a extração, colocando em risco o avanço das metas climáticas internacionais. O fracking pode gerar terremotos de baixa magnitude, o que também é motivo de preocupação em áreas geologicamente sensíveis.
Gás de xisto pode trazer riscos para a saúde pública e para o meio ambiente
A prática de fracking, que tem sido adotada com sucesso em outros países como os Estados Unidos, também coloca em xeque os possíveis impactos à saúde humana. De acordo com especialistas, a exposição aos produtos químicos usados no processo pode gerar problemas respiratórios, doenças de pele e até câncer, além de afetar negativamente as comunidades que vivem nas proximidades dos poços de extração.
O debate sobre a liberação do fracking no Brasil tem gerado um confronto entre aqueles que defendem a segurança energética e o potencial econômico da exploração de gás de xisto, e os ambientalistas, que alertam para os danos irreversíveis que podem ocorrer no ecossistema e na saúde pública.
O resultado da audiência pública convocada pelo STJ pode ter implicações significativas para o futuro da exploração de gás de xisto no Brasil. Embora o país possua vastas reservas de gás de xisto, a prioridade parece ser a busca por alternativas mais sustentáveis e menos arriscadas para garantir a segurança energética e ambiental do país.


