A BHP Billiton, controladora da Samarco, anunciou que vai recorrer da decisão da Justiça inglesa, que a considerou responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 2015. A corte britânica determinou nesta sexta-feira (14) que a mineradora tinha conhecimento do risco de ruptura da estrutura desde 2014, o que resultou no desastre que matou 19 pessoas e liberou mais de 40 milhões de toneladas de rejeitos tóxicos, que percorreram 675 quilômetros e contaminaram importantes mananciais.
O que diz a BHP Billiton sobre a decisão do rompimento da barragem de Fundão
Em nota oficial, a BHP destacou que considera as medidas adotadas no Brasil como as mais eficazes para reparar integralmente os danos causados à população e ao meio ambiente. A empresa reitera que continuará sua defesa no tribunal britânico, confiando na validade dos acordos firmados com as vítimas no Brasil.
Desde 2015, a BHP destinou cerca de R$ 70 bilhões em pagamentos de indenizações para os atingidos pela tragédia, beneficiando mais de 610 mil pessoas. Isso inclui cerca de 240 mil pessoas que são parte da ação no Reino Unido e que já receberam compensações integrais. A mineradora enfatiza que a decisão da corte britânica reconheceu a validade desses acordos, o que pode reduzir substancialmente o impacto financeiro da ação em andamento.
A mineradora reforçou que, mesmo diante das decisões judiciais em diferentes países, continuará a se concentrar nas reparações em território brasileiro, onde o foco está na recuperação ambiental e no apoio às comunidades afetadas. A BHP busca garantir que as reparações sejam concluídas de forma justa e dentro dos parâmetros acordados, ao mesmo tempo em que defende seus interesses no Reino Unido.


