Há um mês, a BHP, gigante do setor mineral, enviou suas alegações finais à Justiça da Inglaterra, reconhecendo os danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em Mariana. A mineradora admitiu que a região ainda enfrenta sérios impactos sociais e ambientais, como a contaminação do Rio Doce, dificuldades no abastecimento de água e o aumento de transtornos mentais na população local.
BHP admite danos sociais e ambientais, mas argumenta que a Samarco tinha autonomia para operar a barragem
Apesar de reconhecer os efeitos devastadores da tragédia, a BHP não assume a responsabilidade pelo que é considerado o maior crime ambiental da história do Brasil, que resultou na morte de 19 pessoas. A empresa defende que a Samarco, joint venture controlada por ela e pela Vale, tinha autonomia para operar a barragem, isentando a BHP de responsabilidade direta pelos danos causados.
O processo jurídico em curso na corte inglesa pode resultar em indenizações bilionárias às vítimas da tragédia, já que a BHP, por ser uma corporação com sede na Inglaterra e na Austrália, tem obrigações legais internacionais. O tribunal poderá determinar um valor significativo para compensar as vítimas do desastre, mas a disputa judicial ainda segue em andamento, mantendo as comunidades afetadas e a opinião pública em alerta.
A ação judicial em andamento não apenas visa a responsabilização pelas mortes e danos causados, mas também representa um movimento mais amplo por justiça e reparação. O processo poderá ter um impacto considerável no futuro das operações das empresas envolvidas e nas políticas de segurança de barragens no Brasil e no mundo.


