O cooperativismo de Minas Gerais registrou um avanço expressivo em 2024, movimentando R$ 157,8 bilhões no ano — um crescimento de R$ 28,8 bilhões em relação a 2023. O salto representa um aumento de 21,7%, colocando o setor como uma das principais forças econômicas do estado. Para se ter uma ideia da dimensão, o valor adicional gerado supera o Produto Interno Bruto (PIB) de cidades como Nova Lima (R$ 21 bilhões) e Juiz de Fora (R$ 20,3 bilhões).
Os dados fazem parte do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro 2025, divulgado pelo Sistema Ocemg na terça-feira (1º), e mostram que o setor passou a responder por 14,9% do PIB de Minas, consolidando-se como um dos pilares da economia regional.
Crescimento bem acima da média estadual
Enquanto setores tradicionais como serviços, indústria e agropecuária tiveram crescimento entre 3% e 4%, o cooperativismo mineiro avançou quase sete vezes mais. Esse desempenho reforça o papel estratégico das cooperativas na geração de renda, emprego e desenvolvimento local.
Atualmente, Minas Gerais conta com 800 cooperativas registradas no Sistema Ocemg. Essas organizações empregam 61,3 mil trabalhadores formais, com salário médio de R$ 3.724,46, valor que está 35,6% acima da média estadual.
Cooperativismo: geração de emprego e expansão do setor
Além do impacto no PIB, o cooperativismo também se destaca pela contribuição à empregabilidade no estado. Somente em 2024, foram criadas 3.889 novas vagas de trabalho com carteira assinada. Esses números confirmam o dinamismo do setor, que avança não apenas em volume financeiro, mas também em inclusão produtiva.
O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, já afirmou em outras ocasiões que as cooperativas mineiras vêm se modernizando, diversificando áreas de atuação e ampliando sua presença em setores estratégicos, como o agronegócio, saúde, crédito, infraestrutura e consumo.


