O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 566 milhões para a Gerdau, destinado à construção de um mineroduto e um rejeitoduto em Ouro Preto (MG) e à implementação de um centro de reciclagem em Pindamonhangaba (SP). Os projetos, que contam com recursos do Fundo Clima, visam reduzir as emissões de mais de 100 mil toneladas anuais de gases do efeito estufa e criar aproximadamente 4.500 empregos diretos e indiretos.
O mineroduto, que terá 13 km de extensão entre a Mina de Miguel Burnier, em Ouro Preto, e a unidade produtiva da Gerdau em Ouro Branco (MG), será acompanhado por um rejeitoduto com 10 km. A iniciativa inclui a recirculação de água e promete diminuir o tráfego de caminhões na região, contribuindo para a redução das emissões. Além disso, o centro de reciclagem em Pindamonhangaba permitirá o beneficiamento da sucata recebida, separando materiais ferrosos, não ferrosos e impurezas como terra, borracha e plástico. Essa operação contribuirá para aumentar a utilização de sucata metálica na produção de aço, reduzindo ainda mais as emissões.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou a importância do mineroduto como uma alternativa sustentável ao transporte tradicional realizado por caminhões movidos a diesel. Estima-se que esse modal pode substituir até 1.500 caminhões por dia no transporte de 60 mil toneladas de minério. “Este projeto se alinha à prioridade do governo do presidente Lula em descarbonizar a indústria nacional”, afirmou Mercadante.
Rafael Japur, CFO da Gerdau, ressaltou que o investimento representa um marco significativo para a empresa ao longo dos seus 124 anos de história. “Com esses investimentos, vamos ampliar a eficiência energética e reduzir as emissões nas nossas operações”, declarou.
*Avanços Tecnológicos com Conectividade 5G na Mina*
Além dos projetos sustentáveis, a Gerdau também avança na modernização tecnológica da Mina de Miguel Burnier em parceria com a Claro Empresas. Após concluir a implantação da tecnologia 5G na usina de Ouro Branco em 2024, agora o foco é expandir as redes 3G e 4G públicas e implantar uma rede 5G na mina. O projeto será desenvolvido em quatro fases e incluirá a renovação de duas torres já existentes e a construção de mais seis.
A primeira fase do projeto deve ser concluída em julho deste ano e promete melhorias significativas em segurança, produtividade e eficiência operacional. “A nova plataforma 5G não apenas moderniza nossa rede interna, mas também traz benefícios à comunidade local”, afirmou Denis Eduardo Paim, CTO Global da Gerdau.
A conectividade aprimorada permitirá investimentos em tecnologias avançadas como veículos autônomos e Inteligência Artificial (IA), potencializando os processos operacionais da mina. “Estamos vivendo um momento significativo em tecnologia e sustentabilidade na Mina de Miguel Burnier”, concluiu Wendel Gomes, Diretor Executivo de Mineração e Matérias-Primas da Gerdau.
Claro e Gerdau Avançam na Digitalização com Nova Rede Privativa 5G em Ouro Preto
Em um passo significativo rumo à digitalização, a Claro Empresas, sob a liderança de Gustavo Silbert, anunciou a implementação de uma rede privativa 5G em parceria com a Gerdau. Este projeto não apenas ampliará as redes 3G e 4G na região, mas também promete transformar as operações da mineradora, elevando-as a um novo patamar de conectividade e inovação.
Silbert ressaltou a importância da tecnologia para a comunidade local: “Esse projeto é um marco em nossa jornada de digitalização e beneficiará não apenas a Gerdau, mas também os moradores de Miguel Burnier e arredores, ao proporcionar uma internet de qualidade superior”.
Com a instalação da rede 5G na Mina da Gerdau, escolas, centros de saúde e centros comunitários da região terão acesso a uma conexão mais robusta. A conclusão do projeto está prevista para o segundo semestre de 2026, prometendo um futuro mais conectado e inovador para Ouro Preto.


