Funcionário da Vale pede indenização após ser mordido por cão no home office

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Em um caso inusitado, um analista operacional sênior da Vale solicitou indenização por danos morais e materiais após ser mordido por seu próprio cachorro enquanto trabalhava remotamente. O incidente ocorreu quando o animal, que estava deitado sobre a perna do funcionário, foi agitado por um movimento brusco, resultando no ataque.

Pedido de indenização contra a Vale foi rejeitado pela Justiça

O pedido do trabalhador foi negado pela 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). O analista alegou que a Vale deveria ter orientado seus empregados sobre os riscos de ter animais de estimação no ambiente de trabalho domiciliar, argumentando que a falta dessa orientação foi a causa do acidente.

No entanto, a decisão judicial afastou a responsabilidade da empresa, apontando que não havia qualquer relação entre o incidente e as funções desempenhadas pelo trabalhador.

A juíza substituta da Vara do Trabalho de Senhor do Bonfim, Flávia Muniz Martins, foi enfática ao negar o pedido, ressaltando que o acidente não tinha conexão com a atividade laboral. A magistrada explicou que, no ambiente de teletrabalho, o controle do espaço é de responsabilidade do próprio empregado, e que a empresa só seria responsável por acidentes diretamente relacionados à função desempenhada, o que não ocorreu nesse caso.

Além disso, a perícia médica revelou que o trabalhador já possuía uma condição pré-existente de discopatia degenerativa, e que a lesão no joelho não tinha qualquer relação com o trabalho.

A sentença também destacou que o analista nunca havia se afastado do trabalho devido a problemas de saúde relacionados à coluna ou ao joelho, e seu exame demissional confirmou sua aptidão para o trabalho.

Responsabilidade da empresa no teletrabalho

O caso levanta questões sobre os limites da responsabilidade das empresas no contexto do teletrabalho, especialmente quando se trata de situações envolvendo acidentes domésticos. A decisão do tribunal reforça que, no modelo de home office, a empresa não pode ser responsabilizada por eventos que ocorrem no ambiente privado do empregado, a menos que haja um vínculo claro com a função exercida.

Esse episódio, além de chamar atenção para o risco de acidentes domésticos durante o teletrabalho, também serve para reforçar a necessidade de comunicação e esclarecimentos por parte das empresas sobre os cuidados que os funcionários devem ter em casa, mesmo quando as atividades não envolvem a presença física no local de trabalho.

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