Contas públicas: Banco Central anuncia queda de 80% no déficit primário na comparação entre novembro de 2024 com o mesmo mês de 2023

Publicado em

 

As contas públicas fecharam o mês de novembro com um déficit primário cerca de 80% menor do que o registrado no mesmo mês de 2023. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais selecionadas – ficou com saldo negativo de R$ 6,6 bilhões no mês passado, ante um déficit de R$ 37,3 bilhões em novembro do ano passado.

O déficit de novembro de 2024 é o menor desde 2021, quando as contas públicas registraram um superávit de R$ 15 bilhões em novembro. No acumulado do ano, as contas públicas acumulam um déficit de R$ 63,2 bilhões, o que representa 0,59% do Produto Interno Bruto (PIB).

As estatísticas fiscais do setor público brasileiro de novembro foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC). Esse cálculo exclui as empresas financeiras ligadas ao Estado, com BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O cálculo também não leva em conta as receitas da Petrobras. Além disso, o déficit primário também não calcula as despesas com juros da dívida.

No Governo Central e nas empresas estatais selecionadas houve déficits, da ordem, de R$ 5,7 bilhões e R$1,3 bilhão, e nos governos regionais, superávit de R$ 405 milhões.

Déficit público

A autoridade monetária do país informou ainda que a dívida bruta do governo geral (DBGG), que contabiliza os passivos dos governos federal, estadual e municipais – ficou em 77,7% do PIB em novembro, ou seja, R$ 9,1 trilhões de reais.

Houve uma redução de 0,1 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao mês anterior. Já em dezembro de 2023, a dívida estava em 73,8% do PIB, ainda segundo o BC. O principal fator que impulsionou neste ano o crescimento de 3,9 p.p. da dívida em relação ao PIB foram os juros nominais (+6,9 p.p.), seguida pela emissão líquida da dívida (+0,7 p.p.).

Na última reunião do ano, no dia 11 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia brasileira, em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A consultoria financeira MoneYou calcula que o Brasil tem a segunda maior taxa de juros reais do mundo, perdendo apenas para a Turquia.

Despesas com juros

Em novembro deste ano, o Brasil gastou com juros nominais R$ 92,5 bilhões, ante R$ 43 bilhões gastos em novembro de 2023. De acordo com o BC, “esse aumento foi influenciado pelo resultado das operações de swap cambial (perda de R$ 20,3 bilhões em novembro de 2024 e ganho de R$18,3 bilhões em novembro de 2023)”. O swap cambial equivalente à venda de dólares no mercado para tentar conter a alta da moeda norte-americana.

No acumulado em doze meses até novembro deste ano, os juros nominais alcançaram R$ 918,2 bilhões (7,85% do PIB), comparativamente a R$ 713,4 bilhões (6,56% do PIB) nos doze meses até novembro de 2023. A reportagem é da Agência Brasil.

Matérias Relacionadas

Quase seis anos após retomada, Samarco registra maior volume trimestral de produção

A Samarco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com produção de 4,3 milhões de...

AngloGold Ashanti conquista primeiro lugar em prêmio nacional de boas práticas na mineração

AngloGold Ashanti vence prêmio do IBRAM após 18 meses de testes com carregadeira elétrica em mina subterrânea, avanço na estratégia de descarbonização da mineração brasileira

Gerdau fica entre as 300 melhores empresas do mundo para trabalhar em ranking da Forbes

Gerdau alcança a 274ª posição no ranking global da Forbes de melhores empresas para trabalhar em 2026 e é a única siderúrgica brasileira da lista

Mulher usa pedra de âmbar como peso de porta por décadas e descoberta é avaliada em € 1 milhão

Uma pepita de âmbar de 3,5 quilos, usada como peso de porta por décadas na Romênia, foi avaliada em cerca de 1 milhão de euros e virou tesouro nacional

últimas Matérias

Mineração Rio do Norte investe em linha de transmissão de 98 km para reduzir emissões em 90% no Pará

Mineração Rio do Norte implanta linha de transmissão de 98 km em Oriximiná, no Pará, com expectativa de reduzir em 90% as emissões associadas à geração de energia.

Hydro já usou 279 mil toneladas de caroço de açaí para substituir carvão na Alunorte

Hydro já utilizou 279 mil toneladas de caroço de açaí na Alunorte e avança no uso da biomassa para reduzir o consumo de carvão mineral.

Mineradora australiana encontra concentração de terras raras acima das expectativas em Poços de Caldas

Adquirido por R$ 80 milhões, projeto em Minas Gerais apresenta resultados promissores, mas avanço para exploração comercial ainda depende de estudos técnicos e licenciamento ambiental

Reparação do Rio Doce soma R$ 82,6 bilhões desde 2015; Samarco apresenta balanço de indenizações e obras

Perto de completar dois anos, Novo Acordo registra mais de 648 mil pessoas indenizadas desde a tragédia, reconstrução de distritos em Mariana e avanços ambientais, mas ainda reúne compromissos a serem cumpridos