A Vale registrou em 2025 o melhor desempenho energético de suas operações ferroviárias em dez anos, reforçando o papel estratégico do transporte sobre trilhos na redução de emissões e no aumento da eficiência logística.
Os resultados foram alcançados nas ferrovias Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória a Minas, essenciais para o escoamento da produção mineral. Ao todo, a companhia economizou cerca de 11 milhões de litros de diesel e evitou a emissão de aproximadamente 28 mil toneladas de dióxido de carbono — volume comparável ao consumo anual de centenas de milhares de veículos.
Eficiência operacional impulsiona ganhos ambientais
O avanço no desempenho foi resultado de uma série de ajustes operacionais. Entre as principais mudanças estão o planejamento mais eficiente da circulação dos trens e a redução de paradas desnecessárias, fatores que impactam diretamente o consumo de combustível.
Outro destaque foi o aproveitamento de trechos em declive, onde locomotivas podem operar com menor esforço ou até desligadas, utilizando a gravidade como aliada para economizar energia.
Tecnologia amplia controle e reduz consumo
A empresa também intensificou o uso de sistemas de monitoramento e otimização logística, permitindo maior controle sobre o desempenho das operações. Essas ferramentas contribuem para decisões mais precisas, reduzindo desperdícios e aumentando a produtividade.
O transporte ferroviário já apresenta vantagem ambiental significativa em relação ao rodoviário, podendo emitir até 85% menos carbono, o que reforça sua importância no contexto da transição energética.
Além das melhorias atuais, a Vale tem investido em alternativas tecnológicas para reduzir ainda mais sua pegada de carbono. Entre as iniciativas estão testes com biodiesel em diferentes proporções, desenvolvimento de motores híbridos que utilizam diesel e etanol e estudos voltados à eletrificação das ferrovias.
Metas climáticas colocam ferrovias no centro da estratégia
As operações ferroviárias representam cerca de 14% das emissões totais da companhia, tornando o segmento essencial para o cumprimento das metas ambientais.
A estratégia da mineradora prevê reduzir em 33% as emissões diretas e indiretas até 2030, alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e diminuir em 15% as emissões ao longo da cadeia de valor.
O desempenho recente reforça como a combinação entre inovação e eficiência pode acelerar a transição para uma mineração mais sustentável.


