A indústria brasileira ganha protagonismo em um dos programas navais mais relevantes da atualidade. A Usiminas está diretamente envolvida na produção das embarcações militares que vão reforçar a atuação da Marinha do Brasil, sendo responsável pelo fornecimento de aço plano utilizado na estrutura dos navios.
Usiminas reforça papel estratégico no projeto das fragatas
A participação da companhia ocorre dentro do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), iniciativa liderada pela Marinha e coordenada pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON). A execução está a cargo da Águas Azuis, formada por gigantes como TKMS, Embraer e Atech. As construções acontecem em Itajaí, Santa Catarina, em um estaleiro preparado para operações de alta complexidade e transferência de tecnologia.
Para fazer parte do projeto, a Usiminas passou por um extenso processo de validação iniciado em 2020. O objetivo era garantir que os materiais produzidos atendessem a exigentes padrões internacionais de qualidade e segurança.
Os testes realizados envolveram diferentes etapas técnicas, incluindo avaliações estruturais e simulações de uso real. O aço desenvolvido precisava reunir propriedades específicas, como alta resistência, durabilidade e desempenho adequado em processos de soldagem, fatores indispensáveis para suportar as condições severas enfrentadas no ambiente marítimo.
Cada uma das embarcações demanda aproximadamente 1.300 toneladas de aço plano, com produção dividida entre as unidades da empresa em Ipatinga (MG), responsável pelas chapas grossas, e Cubatão (SP), onde são fabricadas as bobinas laminadas a quente.
A primeira fragata do programa já foi concluída e entregue à Marinha em março deste ano, após ter sido lançada ao mar em 2024. As demais unidades seguem em fase de construção, consolidando o avanço do projeto e ampliando a capacidade de defesa naval do país.


