Gerdau prepara transformação de longo prazo no Brasil

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A Gerdau está estruturando uma ampla mudança em suas operações no Brasil com o objetivo de aproximar a contribuição das unidades brasileiras e americanas para o resultado da companhia. Atualmente, as operações nos Estados Unidos respondem por 74,1% do Ebitda, enquanto o Brasil representa 20,1%.

A estratégia prevê uma revisão da estrutura produtiva, mudanças na utilização dos ativos e direcionamento de recursos para segmentos considerados promissores, como data centers e fontes de energia renovável.

Gerdau mira novos investimentos e reorganiza operações no Brasil

A companhia já destinou US$ 1,2 bilhão para suas atividades nos Estados Unidos e agora prepara um projeto de transformação para o mercado brasileiro. A expectativa é que a execução dessa estratégia se estenda por cerca de uma década.

Entre as medidas avaliadas está a saída de operações consideradas menos rentáveis. A fábrica localizada em Recife faz parte desse processo de revisão, enquanto a mineração aparece como uma das frentes que podem ganhar espaço, especialmente com a expansão da mina de Miguel Burnier.

A lógica por trás da mudança é concentrar recursos em ativos com maior potencial de retorno e, ao mesmo tempo, adaptar a produção às novas demandas do mercado.

Empresa muda estratégia de exportação e prioriza mercado brasileiro

Outro ponto da estratégia envolve uma mudança na atuação internacional da companhia. A Gerdau decidiu reduzir sua dependência das exportações e concentrar esforços no mercado doméstico, em meio a obstáculos como o chamado Custo-Brasil e a concorrência considerada desleal de produtos importados.

Mesmo diante desse cenário, a empresa mantém os investimentos no país. A intenção é construir uma estrutura mais equilibrada entre Brasil e Estados Unidos, reduzindo a diferença atual na participação de cada operação nos resultados.

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