A Gerdau encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,466 bilhão, resultado 69,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das operações na América do Norte, que concentraram a maior parte da geração de receita e rentabilidade da companhia.
Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando a siderúrgica registrou lucro líquido de R$ 1,013 bilhão, o crescimento foi de 44,7%.
A receita líquida somou R$ 17,871 bilhões entre abril e junho, avanço de 2% em relação ao segundo trimestre de 2025. No período, as vendas de aço cresceram 3%, alcançando 2,908 milhões de toneladas.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,430 bilhões, alta de 33,9% na comparação anual.
Segundo a Gerdau, a melhora dos resultados foi sustentada pelo aumento do volume de vendas, pela evolução dos preços praticados, por um mix de produtos de maior valor agregado e por iniciativas voltadas à eficiência operacional.
América do Norte concentra maior parte da receita e do Ebitda
As operações na América do Norte seguiram como o principal motor dos resultados da companhia no trimestre. A região respondeu por aproximadamente 56% da receita líquida consolidada e por 74% do Ebitda ajustado.
De acordo com a empresa, o desempenho foi favorecido por um ambiente positivo de demanda, impulsionado principalmente pelos segmentos de energia renovável, data centers e manufatura. A expansão dos preços e os ganhos de produtividade também contribuíram para o resultado.
As vendas de aço na região cresceram 7,3%, totalizando 1,347 milhão de toneladas.
A Gerdau informou ainda que a carteira de pedidos de aços longos comuns permaneceu acima de 100 dias, o maior patamar registrado desde 2021, reforçando o cenário favorável para as operações norte-americanas.
Operações no Brasil mostram recuperação trimestral, mas seguem abaixo de 2025
No Brasil, os resultados apresentaram recuperação em relação ao primeiro trimestre, embora ainda permaneçam inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado.
A receita líquida das operações brasileiras totalizou R$ 6,686 bilhões entre abril e junho, representando queda de 8,6% na comparação anual.
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, entretanto, o Ebitda do segmento avançou 22%, impulsionado pelo aumento das vendas no mercado interno, pela melhora do mix de produtos e pela recuperação dos preços em algumas linhas.
Segundo a companhia, a demanda por aço no mercado brasileiro permaneceu moderada. O setor da construção civil apresentou desempenho relativamente estável, enquanto parte da indústria continuou operando sob pressão.
A empresa também destacou que as importações brasileiras de aço recuaram mais de 30% no trimestre. Apesar da redução, os produtos importados ainda responderam por 22,5% do consumo nacional de aço no primeiro semestre, mantendo participação relevante no mercado brasileiro.


