Ferro gusa pode perder competitividade com tarifa de até 37,5% e ameaça atingir 55% das usinas brasileiras

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O setor brasileiro de ferro gusa acompanha com preocupação a possibilidade de novas barreiras comerciais nos Estados Unidos, principal destino das exportações do produto nacional. A proposta em discussão prevê a aplicação de tarifas que podem alcançar 37,5%, cenário que, segundo representantes da indústria, teria potencial para afetar diretamente a produção, os empregos e os investimentos em Minas Gerais e em outras regiões produtoras do país.

As medidas serão debatidas em audiências públicas marcadas para o dia 6 de julho, enquanto a decisão final está prevista para ser anunciada em 15 de julho. Diante da relevância do tema, representantes do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (SINDIFER-MG) acompanharão as discussões nos Estados Unidos para defender os interesses do segmento.

Ferro gusa de Minas Gerais concentra grande parte da produção nacional

Matéria-prima fundamental para a fabricação de aço e ferro fundido, o ferro gusa ocupa posição estratégica na cadeia metalúrgica. O Brasil figura entre os principais exportadores mundiais do produto, tendo os Estados Unidos como seu maior comprador.

Minas Gerais lidera a atividade no país, concentrando aproximadamente 70% da capacidade produtiva nacional. O estado reúne 48 usinas e 63 fornos, com potencial para produzir cerca de 420 mil toneladas por mês. Entre os polos mais relevantes está Sete Lagoas, que abriga 21 unidades industriais e desempenha papel decisivo para a economia do setor.

Os números reforçam a dependência do mercado externo. Em 2025, a produção brasileira alcançou cerca de 5,4 milhões de toneladas, com quase 70% desse volume originado em Minas Gerais. Aproximadamente 75% da produção foi destinada à exportação, sendo mais de 80% enviada aos Estados Unidos.

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