A ArcelorMittal, maior produtora de aço do Brasil, e a Casa dos Ventos, uma das líderes em energias renováveis, alcançaram um marco significativo na transição energética do país com a operação plena do Complexo Babilônia Centro, localizado em Várzea Nova, na Bahia. O parque eólico, que conta com 123 aerogeradores, foi finalizado de forma antecipada em julho de 2023 e teve sua operação comercial autorizada pela ANEEL em outubro, com um investimento total de R$ 4,2 bilhões.
Com uma capacidade de geração de 553,5 MW, o complexo eólico será capaz de fornecer energia renovável suficiente para abastecer mais de 1 milhão de residências, com 267 MW destinados à ArcelorMittal, que se torna assim um dos maiores consumidores de energia renovável do Brasil. O contrato de fornecimento de energia tem validade de 35 anos, e o projeto representa o primeiro investimento significativo da ArcelorMittal no setor de energia eólica no Brasil.
Diversificação energética e descarbonização são as metas da ArcelorMittal
A inauguração do Complexo Babilônia Centro vem em um momento estratégico para a ArcelorMittal. Segundo Everton Negresiolo, CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM, a operação do complexo eólico não só ajudará a diversificar a matriz energética da empresa, mas também permitirá reduzir custos operacionais e contribuir para a descarbonização das suas operações. O parque eólico está alinhado à meta da empresa de alcançar 100% de energia renovável até 2030 e zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.
Para garantir a sustentabilidade do projeto, a ArcelorMittal forneceu o vergalhão XCarb©, aço com baixa pegada de carbono, para a construção das fundações das torres eólicas. Este aço é produzido com 100% de material reciclado e com 100% de energia renovável, o que resulta em uma redução de cerca de 60% nas emissões de carbono no processo de produção.
Com a operação plena do Complexo Babilônia Centro, estima-se que sejam evitadas anualmente cerca de 204 mil toneladas de CO2, contribuindo para a redução dos impactos ambientais da indústria e impulsionando a transição para uma matriz energética mais sustentável no Brasil.


