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Lula deve discutir minerais críticos com Trump em encontro previsto para a próxima quinta-feira (7)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve levar à mesa de negociações com o líder norte-americano Donald Trump uma pauta estratégica que envolve comércio, segurança e recursos minerais. O encontro entre os dois está previsto para a próxima quinta-feira (7), nos Estados Unidos, e ainda depende de ajustes finais entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca.

A expectativa é que Lula embarque na quarta-feira (6), participe exclusivamente da reunião bilateral e retorne ao Brasil na sexta-feira (8), em uma agenda considerada pontual, mas de alto impacto político e econômico.

Minerais críticos ganham destaque na relação entre Brasil e Estados Unidos

Entre os temas prioritários, os minerais críticos devem ocupar papel central nas conversas. Esses recursos, fundamentais para tecnologias emergentes e para a transição energética, têm colocado o Brasil em posição estratégica no cenário global, especialmente pelo volume de reservas disponíveis.

O governo brasileiro, inclusive, vem discutindo com o Congresso Nacional a criação de um novo marco regulatório para o setor, com foco em garantir que parte do valor gerado permaneça no país por meio da industrialização.

Tarifas e comércio também preocupam governo brasileiro

Outro ponto sensível da reunião envolve as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Atualmente, itens como aço, alumínio, cobre e móveis ainda enfrentam barreiras comerciais no mercado norte-americano.

Há também o receio de que novas medidas sejam adotadas com base na chamada “seção 301”, instrumento utilizado pelos EUA para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Além disso, o tema ganhou ainda mais relevância após a movimentação recente no setor mineral. No fim de abril, a empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou a aquisição da brasileira Serra Verde, que atua na exploração de terras raras, em um acordo estimado em 2,8 bilhões de dólares.

A negociação reforça o interesse internacional nos recursos minerais brasileiros e deve influenciar diretamente o tom das discussões entre os dois países.

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