O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou agosto em 1,26, registrando queda de 7% em relação ao resultado de julho, quando o indicador estava em 1,35. O recuo mostra uma melhora no poder de compra do produtor rural, impulsionada principalmente pela valorização das commodities agrícolas e pela redução dos preços dos fertilizantes.
Na prática, o resultado significa que o agricultor precisou utilizar uma parcela menor de sua produção para adquirir fertilizantes em agosto do que no mês anterior. O comportamento do dólar teve influência limitada no período, com valorização de aproximadamente 1%.
Commodities agrícolas sobem e favorecem compra de fertilizantes
A melhora do IPCF ocorreu em um cenário de valorização média de 6% das principais commodities agrícolas acompanhadas pelo indicador. A soja teve alta de 5%, enquanto o milho avançou 4%. O algodão registrou aumento de 1% e a cana-de-açúcar foi o destaque, com valorização de 8%.
As movimentações foram influenciadas pelas expectativas relacionadas à produção de soja e milho nos Estados Unidos e pelas condições climáticas em regiões importantes para o cultivo. No Brasil, as incertezas sobre os possíveis efeitos do El Niño na próxima safra também ajudaram a sustentar os preços dos produtos agrícolas.
Cenário internacional ainda preocupa mercado
Apesar do avanço no poder de compra indicado pelo IPCF, o mercado de fertilizantes continua exposto a fatores externos. As tensões geopolíticas no Oriente Médio permanecem no radar devido à importância estratégica da região para as rotas comerciais e a logística internacional de fertilizantes.
Outro ponto de atenção é o El Niño. Os possíveis impactos do fenômeno sobre o período de plantio e o desenvolvimento das lavouras brasileiras podem influenciar tanto a oferta agrícola quanto os preços das commodities nos próximos meses.


