O governo brasileiro está em conversas avançadas para assinar um tratado com a Índia, com foco na exploração e no processamento de minerais críticos e terras raras. O acordo, que é inédito, reflete uma estratégia de diversificação da política comercial do Brasil e, ao mesmo tempo, busca garantir maior autonomia econômica ao país.
Essa negociação ocorre em um momento estratégico, enquanto o Brasil mantém uma postura de resistência ao bloco comercial proposto pelos Estados Unidos, o que reflete o desejo do país de preservar sua soberania e independência nas relações internacionais.
Objetivo do Brasil é evitar ser uma mera reserva de minerais críticos e terras raras
O Brasil, que ocupa a posição de segundo maior detentor de reservas de terras raras do mundo, tem trabalhado para garantir que o processamento desses materiais aconteça dentro de seu território, e não apenas o fornecimento bruto para outros países.
Para o Palácio do Planalto, é essencial que o Brasil não se torne apenas uma fonte de recursos naturais para potências estrangeiras, mas sim um protagonista na cadeia produtiva desses minerais, com valor agregado ao processo de extração e refinamento.
A assinatura do acordo com a Índia deve ocorrer durante a viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Déli, entre os dias 17 e 21 de fevereiro, quando, além dos tratados sobre minerais, também serão firmados 14 novos acordos bilaterais em áreas como inteligência artificial e venda de aeronaves militares.


