sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Viridis recebe aval para planta de terras raras após testes não apontarem risco radiológico

ANSN classifica planta-piloto da Viridis em Poços de Caldas como instalação isenta de controle radiológico após análise de seis pontos do processo

Por Raquel Luciano1 de setembro de 2026 · 16:04Leitura de 2 min
ANSN classifica planta-piloto da Viridis em Poços de Caldas como instalação isenta de controle radiológico após análise de seis pontos do processo
Imagem: Divulgção – ANSN classifica planta-piloto da Viridis em Poços de Caldas como instalação isenta de controle radiológico após análise de seis pontos do processo

O Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), da Viridis, foi considerado pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) uma instalação isenta de controle regulatório radiológico. A decisão veio após uma fiscalização realizada na planta-piloto da empresa, em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.

A inspeção ocorreu em 17 de junho de 2026 e teve como objetivo avaliar as características radiológicas dos materiais utilizados no processo de beneficiamento de terras raras. O relatório oficial da fiscalização foi encaminhado à empresa em 31 de agosto.

Durante a visita, técnicos da ANSN fizeram medições de radiação gama e realizaram um levantamento radiométrico na unidade. Também foram recolhidas amostras em seis diferentes etapas do processo, começando pelo minério bruto e chegando ao produto final, o carbonato misto de terras raras.

Terras raras da Viridis apresentam concentrações abaixo dos limites analisados

Os resultados das análises apontaram concentrações inferiores a 10 Bq/g em todas as amostras examinadas. Quando os radionuclídeos foram avaliados individualmente, os valores ficaram abaixo de 1 Bq/g.

Com base nesses resultados, a ANSN classificou o CPTR como instalação isenta de controle regulatório radiológico. O relatório também não identificou nenhuma não conformidade durante a fiscalização.

A avaliação foi realizada diretamente pelos técnicos do órgão regulador, que coletaram as amostras utilizadas na análise. Os resultados ficaram alinhados com informações apresentadas anteriormente pela Viridis à autoridade nuclear, que já indicavam baixas concentrações de radionuclídeos nos materiais avaliados.

Planta-piloto prepara caminho para projeto previsto para 2028

Segundo o relatório, a unidade instalada no Distrito Industrial de Poços de Caldas opera em escala semi-industrial e reproduz etapas do processamento planejado para o futuro empreendimento da companhia.

A estrutura faz parte do desenvolvimento do Projeto Colossus, que prevê novas etapas de avaliação e acompanhamento. A previsão apresentada pela empresa é de avanço para um empreendimento de maior escala em 2028.

A classificação concedida pela ANSN está restrita ao CPTR e às condições verificadas durante a fiscalização de junho. Nas próximas fases do projeto, a Viridis deverá continuar seguindo os procedimentos de avaliação, monitoramento e controle estabelecidos pela legislação e pelas autoridades responsáveis pela fiscalização nuclear.