A mineradora Vale anunciou a implantação de uma nova estrutura industrial voltada ao reaproveitamento de rejeitos minerais em Barão de Cocais. A iniciativa prevê a produção anual de até 2 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de materiais que antes não eram aproveitados, reforçando a estratégia da empresa de otimizar recursos e reduzir impactos ambientais.
Reaproveitamento e nova vida para área paralisada
O projeto será instalado na área da antiga mina de Gongo Seco, que está sem operação desde 2016. O local passará a abrigar a nova planta, que utilizará rejeitos provenientes do processo de descaracterização da barragem Sul Superior, além de materiais acumulados em duas pilhas existentes na unidade.
A expectativa é que a estrutura contribua para dar destino adequado a esses materiais, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade produtiva com menor necessidade de novas frentes de lavra.
Cronograma prevê operação a partir de 2027
De acordo com o planejamento divulgado, as obras de implantação devem se estender por cerca de 19 meses. A entrada em operação está prevista para 2027, enquanto a conclusão total das intervenções relacionadas à barragem Sul Superior deve ocorrer até 2029.
Esse cronograma acompanha o avanço das ações de segurança e descaracterização de estruturas, uma das prioridades recentes da companhia.
Tecnologia da Vale busca eficiência e menor impacto
Para viabilizar o reaproveitamento, a empresa escolheu o método de concentração magnética, uma alternativa considerada mais eficiente para recuperar partículas de minério de ferro presentes nos rejeitos.
A tecnologia se destaca por demandar menor espaço físico e apresentar uma estrutura mais compacta em comparação a outros processos, além de simplificar a operação industrial. Com isso, a proposta é aumentar a recuperação de minério com menor interferência ambiental.


