A Vale avança na estratégia de reaproveitamento de rejeitos e consolida Minas Gerais como referência nacional em mineração circular. A companhia atingiu, no último ano, a marca de 26,3 milhões de toneladas produzidas a partir de fontes reaproveitadas — um salto de 107% em relação ao período anterior.
Crescimento expressivo reforça nova frente da mineração circular
O aumento da mineração circular demonstra uma mudança significativa na forma como o setor mineral vem operando. Grande parte desse volume, cerca de 80%, foi gerado em Minas Gerais, estado que concentra importantes projetos voltados à reutilização de materiais antes considerados descartáveis.
A estratégia busca não apenas ampliar a produção, mas também reduzir impactos ambientais e aumentar a eficiência no uso dos recursos já extraídos.
Projeto em Gongo Soco amplia capacidade produtiva
Um dos principais avanços ocorre na mina de Gongo Soco, localizada em Barão de Cocais. A área, que está sem operação desde 2016, passa por um processo de reativação com foco no reaproveitamento de rejeitos.
O projeto prevê a instalação de uma usina dedicada ao processamento de materiais oriundos da descaracterização da barragem Sul Superior, além de duas pilhas já existentes na unidade.
Nova usina deve gerar 2 milhões de toneladas por ano
Com a implantação da estrutura, a expectativa é alcançar uma produção anual de cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro. A iniciativa integra o programa de economia circular da empresa, que transforma resíduos em novos produtos, agregando valor ao processo produtivo.
Além do ganho econômico, o modelo também contribui para o aumento da segurança operacional, ao dar destinação adequada a estruturas antigas e reduzir a necessidade de novas áreas de extração.
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