Vale intensifica atenção às barragens por conta de mudanças climáticas e período chuvoso

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A mineradora Vale informou nesta semana ter reforçado os planos preparatórios para o período chuvoso visando a segurança de pessoas que vivem próximas de suas operações. Os planos haviam sido apresentados aos órgãos competentes em outubro. As ações adotadas consideram adequações às mudanças climáticas e o treinamento da população para situações de emergências.

“As barragens da Vale têm suas condições de segurança e estabilidade avaliadas continuamente por equipes internas, externas e órgãos públicos competentes. Os resultados desses estudos são aplicados para determinar o dimensionamento dos sistemas de escoamento e de drenagem de água dos reservatórios, além de indicarem controles adicionais que podem aumentar a segurança das estruturas, inclusive durante períodos chuvosos”, diz a empresa, em comunicado divulgado em seu site.

A mineradora anunciou ter realizado melhorias no sistema de drenagem de barragens alteadas a montante e que estão em processo de descaracterização. As obras visam facilitar o escoamento da água e reforçar o sistema de bombeamento para evitar o acúmulo nos reservatórios.

“Durante o período chuvoso, alguns ajustes poderão ser feitos. O turno da noite poderá ser temporariamente suspenso, em algumas barragens, para a realização das obras”, informa.

Descaracterização das barragens da Vale

A descaracterização de estruturas construídas a montante foi uma das determinações da Justiça depois do rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019. Desde então, das 30 barragens a montante previstas no Programa, 13 já foram descaracterizadas, o que equivale a mais de 40% do total.

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Foto: Reprodução – Google – Tragédias em Brumadinho e Mariana ocorreram durante períodos chuvosos

Vale lembrar que outra tragédia ocorreu em período chuvoso, em 2015. Na ocasião, uma barragem da Samarco, subsidiária da Vale com operações em Mariana, se rompeu e soterrou o distrito de Bento Rodrigues, matando 19 pessoas e contaminando com rejeitos de mineração a bacia do Rio Doce.

A empresa afirma que monitora permanentemente as suas estruturas por meio de três Centros de Monitoramento Geotécnico (CMGs), além de realizar inspeções periódicas. As condições de segurança e estabilidade das estruturas também são acompanhadas por empresas de auditoria independente, contratadas no âmbito dos Termos de Compromissos firmados com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

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