A Mineração Usiminas (Musa) suspendeu temporariamente, a partir desta quarta-feira (2), as operações da planta de Samambaia, em Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a empresa, a decisão está relacionada às condições adversas do cenário externo, principalmente à queda do preço do minério de ferro e ao aumento do custo do frete marítimo.
A Usiminas informou que a Mina Oeste e a planta de Flotação continuam em operação. A companhia também afirmou que a paralisação é temporária e que a retomada das atividades da planta de Samambaia dependerá das condições do mercado.
“A empresa está tomando as medidas necessárias para adequar os custos a nova realidade de operação”, informou a Usiminas em nota.
A unidade de mineração de Itatiaiuçu representa cerca de 35% da produção mineral da empresa, tornando a paralisação da planta de Samambaia uma medida relevante dentro da estratégia adotada pela companhia para adequar suas operações ao atual cenário do mercado.
Usiminas cita cenário externo para suspensão da planta
De acordo com a nota oficial enviada ao Cidades & Minerais, a paralisação faz parte de um conjunto de medidas que vêm sendo adotadas pela empresa para enfrentar as dificuldades do mercado internacional.
A Usiminas aponta dois fatores principais para a decisão: a redução do preço do minério de ferro e a elevação expressiva do preço do transporte marítimo.
A companhia não informou, na nota, quantos trabalhadores serão diretamente afetados pela suspensão da planta. Informações atribuídas a fontes ligadas à operação apontam para aproximadamente 300 demissões, mas o número não foi confirmado oficialmente pela empresa.
A movimentação ocorre em uma operação que possui histórico relevante para a economia de Itatiaiuçu. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a Mineração Usiminas contava com cerca de 2,5 mil trabalhadores próprios e terceiros nas minas Central e Oeste do município.
A dimensão atual do quadro de funcionários e eventuais impactos da paralisação sobre os trabalhadores ainda não foram divulgados pela mineradora.
Barragem Samambaia não recebe rejeitos desde 2021
A estrutura que dá nome à planta também está relacionada a uma etapa de transformação da operação mineral da Usiminas. Em julho de 2023, a companhia iniciou as obras de descaracterização da barragem Samambaia, última estrutura da empresa destinada à disposição de rejeitos pelo modelo convencional. A barragem deixou de receber materiais em dezembro de 2021.
A paralisação anunciada nesta quarta-feira, porém, está relacionada especificamente à planta de Samambaia e às condições econômicas e operacionais apontadas pela empresa. A Mina Oeste e a unidade de Flotação permanecem funcionando.
A Usiminas afirma que continuará avaliando as condições de mercado para definir os próximos passos e o momento adequado para a retomada da planta.


