Sete anos se passaram desde o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, e, neste domingo (25), o Corpo de Bombeiros anunciou o fim das buscas pelas últimas duas vítimas ainda não identificadas. O anúncio foi feito durante uma cerimônia em homenagem às vidas perdidas na tragédia, que ceifou 272 pessoas. A operação, que envolveu o trabalho de mais de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos, foi considerada concluída, e o processo de identificação segue com a Polícia Civil.
O tenente Henrique Barcelos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, compartilhou a importância do marco alcançado, destacando que todos os rejeitos foram vistoriados, cumprindo um parâmetro essencial para a corporação. “Estamos aqui hoje para renovar o nosso compromisso com a população de Brumadinho e prestar nossa homenagem às vítimas e aos familiares”, afirmou. Apesar do fim das buscas, o trabalho de análise e perícia continua com a Polícia Civil.
O impacto da tragédia de Brumadinho: memória e luta por justiça
O rompimento da barragem, em 25 de janeiro de 2019, causou uma onda de lama que interrompeu a vida de centenas de pessoas, incluindo trabalhadores da Vale, moradores da cidade e turistas. Para marcar a data, uma missa foi celebrada e uma romaria seguiu pelas ruas de Brumadinho até a Praça das Jóias, onde cruzes com os nomes das vítimas foram dispostas. O evento simbolizou não apenas o luto, mas a busca incessante por justiça, algo ainda distante para muitas famílias.
O ato de liberar 272 balões no céu de Brumadinho e o anúncio dos nomes das vítimas foi um gesto simbólico de resistência, lembrando que a memória das vítimas da tragédia de Brumadinho deve ser preservada e que a busca por justiça continua, sete anos após o desastre.


