Em uma entrevista exclusiva ao Observatório da Mineração, o fundador da Sigma Lithium, Calvyn Gardner, trouxe à tona denúncias alarmantes sobre as operações da empresa no estado de Minas Gerais. Segundo Gardner, há sérios riscos à segurança dos trabalhadores devido à instabilidade nas paredes das cavas da mina de lítio, que podem desmoronar a qualquer momento.
Ele também questionou o cumprimento do plano econômico aprovado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), relatando que a empresa não está seguindo as diretrizes estabelecidas pela agência. Para embasar suas alegações, Gardner encomendou um relatório técnico detalhado, o qual foi protocolado junto à ANM.
A extração de lítio pela Sigma Lithium, conforme denunciado por Gardner, está sendo realizada de maneira imprudente e sem o devido planejamento. O fundador da empresa alerta para a possibilidade de o processo de lavra comprometer o futuro da jazida e gerar custos elevados para correções e manutenção da operação. As intervenções corretivas podem resultar em gastos milionários, colocando em risco a viabilidade financeira do projeto a longo prazo.
Impactos sociais e ambientais e ações do Ministério Público
Além das preocupações de segurança, a atuação da Sigma Lithium também foi criticada por questões sociais e ambientais. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a suspensão da extração de lítio, apontando que a empresa não realizou a devida consulta prévia às comunidades tradicionais da região, como indígenas e quilombolas. O MPF também destaca os potenciais impactos negativos ao abastecimento de água local, assim como os danos ao meio ambiente, incluindo o solo, o ar e a saúde das pessoas no Vale do Jequitinhonha.
A denúncia também envolve possíveis violações dos direitos humanos das populações locais, que, segundo o MPF, não foram consultadas de forma livre e informada sobre os impactos da atividade mineradora em suas comunidades.
Resposta da Sigma Lithium às acusações
Em sua defesa, a Sigma Lithium nega todas as acusações feitas por seu fundador, Calvyn Gardner, e afirma que suas operações estão em conformidade com as leis ambientais e de segurança vigentes.
A empresa alega que os dados utilizados por Gardner estão desatualizados e que segue rigorosamente as normas estabelecidas pela ANM. A Sigma também garante que está comprometida com a segurança dos trabalhadores e com a sustentabilidade ambiental de suas atividades.


