Reunião entre ArcelorMittal e Sindicato termina sem definição sobre jornada de trabalho na usina de João Monlevade

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A reunião realizada na terça-feira (17) entre a ArcelorMittal e o Sindmon-Metal terminou sem definição sobre a jornada de trabalho dos operários em regime de revezamento na usina de João Monlevade. Com isso, permanece em vigor, ao menos por enquanto, o modelo de turno fixo implementado recentemente pela empresa.

O encontro foi solicitado pela própria siderúrgica e teve como principal avanço a apresentação de uma proposta temporária para tentar destravar o impasse.

Proposta prevê retorno provisório da escala 6-3-3 por 60 dias

Durante a reunião, a empresa sugeriu a retomada, por um período de 60 dias, da antiga escala conhecida como 6-3-3. A ideia é utilizar esse intervalo como fase de transição, enquanto uma consultoria especializada é contratada para avaliar alternativas que atendam tanto às demandas operacionais quanto às reivindicações dos trabalhadores.

A proposta ainda será analisada internamente pelo sindicato, incluindo avaliação jurídica, sem posicionamento oficial até o momento. A entidade afirma que segue aberta ao diálogo, mas reforça a busca por condições de trabalho mais equilibradas.

Trabalhadores seguem em turno fixo e sindicato critica modelo da ArcelorMittal

Enquanto não há consenso, cerca de 670 funcionários continuam atuando em horários fixos, distribuídos entre três períodos ao longo do dia e da madrugada. A empresa sustenta que o modelo adotado está dentro da legalidade e atende às necessidades operacionais, especialmente diante da ausência de um acordo coletivo vigente.

Já o sindicato aponta preocupações com possíveis impactos na saúde dos trabalhadores, principalmente pela falta de alternância de turnos. A entidade defende mudanças que possam garantir melhor qualidade de vida aos operários.

Escala 4×4 é defendida como alternativa

Entre as propostas da categoria está a implementação do modelo 4×4, que prevê jornadas de 12 horas seguidas por quatro dias de descanso. Segundo o sindicato, esse formato já é aplicado em outras unidades da própria ArcelorMittal, como Pecém, Vega do Sul e Tubarão.

A sugestão inclui a realização de um período de teste de seis meses para avaliar a adaptação e os impactos da nova escala. No entanto, representantes dos trabalhadores consideram que a proposta atual da empresa ainda não contempla avanços concretos nesse sentido.

Negociação segue aberta em meio a divergências

O impasse se intensificou após o fim do acordo coletivo anterior e a rejeição da renovação da escala 6-3-3 pelos trabalhadores no início do ano. Sem consenso, a empresa adotou o turno fixo como medida provisória a partir de março.

Apesar das divergências, há sinalização de continuidade nas negociações. A expectativa é que novos encontros possam aproximar as partes e definir um modelo que equilibre produtividade e bem-estar dos trabalhadores.

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