Barragem de Fundão: R$ 25,6 milhões são repassados para amenizar impactos causados pela tragédia

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O Governo do Brasil iniciou o repasse da parcela de 2025 do Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social no Rio Doce (ProFort-SUAS). No total, R$ 25,6 milhões serão direcionados aos 49 municípios atendidos pelo programa, que abrange regiões de Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo é fortalecer a rede socioassistencial e amenizar os impactos socioeconômicos causados pela tragédia do rompimento da Barragem de Fundão.

Tragédia do rompimento da Barragem de Fundão e seus impactos

O ProFort-SUAS tem como meta repassar, ao longo de 20 anos, um total de R$ 640 milhões aos municípios que ainda enfrentam os efeitos da catástrofe ambiental de 2015. A tragédia, que atingiu severamente as comunidades, deixou uma marca profunda na região do Rio Doce, comprometendo a qualidade de vida e a segurança dos habitantes locais. O programa tem como missão aliviar essas consequências e fortalecer as redes de proteção social.

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da Barragem de Fundão, operada pela Samarco Mineração S/A, causou a maior catástrofe ambiental da história do Brasil. Mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério foram liberados no ambiente, devastando ecossistemas e afetando profundamente as comunidades. Além dos danos ambientais, a tragédia resultou na morte de 19 pessoas e no desaparecimento de outras três, cujos corpos nunca foram encontrados.

Compromisso com a recuperação e a reconstrução

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), representado pelo secretário nacional de Assistência Social, André Quintão, lançou oficialmente o programa no dia 12 de agosto. A iniciativa busca, principalmente, apoiar as famílias e as comunidades que ainda lutam para se recuperar dos danos causados pelo desastre, reforçando a assistência social e promovendo o bem-estar da população.

Com o ProFort-SUAS, espera-se um avanço na recuperação da região e a criação de um sistema de proteção social mais forte, capaz de enfrentar os desafios deixados pela tragédia e garantir um futuro mais seguro e sustentável para as populações afetadas.

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