sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Pesquisa vai analisar impactos socioeconômicos da mineração em Goiás

Pesquisa da UFG e UFPA vai analisar os impactos socioeconômicos da mineração em Goiás e criar estratégias para municípios antes e após o fim das atividades

Por Raquel Luciano10 de setembro de 2026 · 14:45Leitura de 2 min
Pesquisa da UFG e UFPA vai analisar os impactos socioeconômicos da mineração em Goiás e criar estratégias para municípios antes e após o fim das atividades
Imagem: C&M – Pesquisa da UFG e UFPA vai analisar os impactos socioeconômicos da mineração em Goiás e criar estratégias para municípios antes e após o fim das atividades

Uma pesquisa conduzida por universidades federais vai colocar sob análise os efeitos econômicos e sociais provocados pela mineração nos municípios de Goiás. O estudo pretende investigar se a riqueza produzida pela atividade mineral tem se convertido, de fato, em melhorias proporcionais para a população e criar ferramentas para orientar as cidades durante e depois da exploração dos recursos.

A iniciativa reúne pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad). O trabalho envolve os programas de pós-graduação em Direito e Políticas Públicas e em Geografia da UFG.

A coordenação é do professor Saulo Coelho, e o projeto pretende oferecer subsídios para aperfeiçoar o acompanhamento dos impactos provocados pela mineração e apoiar decisões do poder público.

Pesquisa sobre mineração terá 3 frentes de investigação

O trabalho será dividido em três eixos. O primeiro vai analisar processos de licenciamento ambiental e as medidas adotadas para diminuir possíveis consequências socioeconômicas da atividade.

A segunda frente será voltada à criação de indicadores capazes de acompanhar a evolução dos municípios que possuem mineração em seus territórios. A intenção é estabelecer parâmetros que permitam observar de forma mais precisa os efeitos da atividade sobre o desenvolvimento local.

Já o terceiro eixo terá como foco o período posterior ao encerramento da exploração mineral. Os pesquisadores deverão elaborar diretrizes para ajudar os municípios a se prepararem para as mudanças econômicas e sociais que podem ocorrer quando uma operação chega ao fim.

Riqueza mineral nem sempre significa avanço para a população

Uma das questões que motivaram o estudo é a percepção de que, em determinados municípios, a exploração de recursos minerais não teria produzido avanços sociais e econômicos compatíveis com o volume de riqueza gerado pela atividade.

A pesquisa pretende justamente investigar essa relação e produzir instrumentos que possam ajudar o governo estadual e as empresas a ampliar os benefícios deixados nas comunidades onde a mineração está presente.

Ao final do trabalho, os resultados serão consolidados em um relatório que será encaminhado à Semad e ao governo de Goiás. O documento deverá reunir propostas para melhorar o monitoramento da atividade mineral e preparar os municípios para os possíveis impactos provocados pelo encerramento da exploração.

A expectativa é que o estudo contribua para uma discussão que vai além do período em que a mina está em funcionamento: como transformar a riqueza mineral temporária em desenvolvimento capaz de permanecer nos territórios mesmo depois do fim da atividade.