Ministro de Minas e Energia sugere uso de ferrovias da Vale para tirar caminhões das rodovias

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), diz que é possível aproveitar as ferrovias da Vale para retirar as carretas que transportam minério pelas rodovias da região Central de Minas. Ele sugere a ampliação do uso do modal ferroviário como saída para diminuir o fluxo de caminhões e reduzir o número de acidentes.

As declarações foram dadas nesta segunda-feira (20), em entrevista concedida à Rádio Itatiaia. O problema se concentra em estradas usadas para escoar a produção de minério em cidades como Itabirito, Mariana e Congonhas, impactando a região até a altura de Conselheiro Lafaiete, nas BR-040 e 356, e afeta também rodovias estaduais, além da BR-381, na altura do Quadrilátero Ferrífero.

“Tenho dialogado com os presidentes da Vale e da MRS. É relativamente simples (retirar os caminhões das rodovias). Falta boa vontade, disposição e compreensão de que essas carretas, além de aumentarem o custo Brasil, porque estragam nossas estradas, aumentam, e muito, o volume de acidentes. Basta que haja uma compatibilização do compartilhamento das ferrovias já existentes — em especial, a ferrovia da Vale, Vitória-Minas, que se encontra com boa parte de sua capacidade ociosa”, disse o ministro.

A Vale, por meio de nota enviada ao CidadesMineradoras.com.br, informou que “está à disposição do poder público e demais entidades para buscar soluções que promovam mais segurança e bem-estar da população”. Porém, não confirmou se há conversas em andamento para viabilizar a ideia.

Foto: Reprodução/ MGTV – Acidentes com carretas de minério são comuns na BR-040

Ministro responde à mobilização de prefeitos

Apoiados pela Associação Mineira dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig), prefeitos, parlamentares e lideranças políticas da região central iniciaram uma mobilização para a criação da Rodovia do Minério, como forma de desviar o trânsito das BRs-040 e 356 para vias já existentes em Itabirito. Saiba mais.

A proposta é, segundo a Amig, justamente uma maneira de os próprios municípios resolverem o problema, diante da inércia do Governo Federal e das mineradoras. Mas o ministro acredita que é possível contornar a situação de forma mais rápida. “Basta que haja algumas adaptações nos terminais (ferroviários) para que os demais mineradores, em especial do quadrilátero ferrífero, possam compartilhar as estruturas e, assim, diminuir o volume de carretas nas rodovias da Região Metropolitana, rodovias muito impactadas pelo alto tráfego das mineradoras”, disse.

Estima-se que só na BR-040 as carretas cheguem a transportar, de uma só vez, cerca de 40 toneladas. Ao todo, 1,3 mil caminhões circulam na rodovia, diariamente.

Atualizado às 19h13

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