Ministério da Saúde libera R$ 243 milhões para 49 cidades atingidas pela tragédia de Mariana

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Quase 11 anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, novos recursos foram liberados para apoiar ações voltadas à saúde pública nos municípios impactados pelo desastre. O Ministério da Saúde autorizou a transferência de R$ 243 milhões para cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo que sofreram consequências diretas e indiretas da tragédia ambiental.

Os valores serão direcionados a programas e iniciativas voltados ao atendimento das populações atingidas, com foco na ampliação da estrutura de saúde e na mitigação dos impactos causados ao longo dos anos.

Mariana lidera repasses entre municípios contemplados

A divisão dos recursos beneficia 49 municípios, sendo 38 localizados em Minas Gerais e 11 no Espírito Santo. Para participar da distribuição, as administrações municipais precisaram apresentar previamente projetos e planos de ação relacionados à área da saúde.

Entre todas as cidades contempladas, Mariana receberá o maior volume de recursos, com R$ 24,5 milhões. Na sequência aparecem Serra, no Espírito Santo, com R$ 21,9 milhões, e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, com R$ 19,9 milhões.

Também figuram entre os principais beneficiados municípios como São Mateus, Linhares, Colatina, Ipatinga, Baixo Guandu, Caratinga e Aracruz, que receberão parcelas milionárias para reforçar ações locais voltadas à população afetada.

Acordo de Mariana prevê R$ 12 bilhões para a saúde

Os repasses fazem parte do novo acordo de reparação relacionado ao desastre de Mariana, firmado em 2024. O entendimento envolve a Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, e integra um pacote estimado em R$ 170 bilhões destinado a medidas de compensação e recuperação.

Dentro desse montante, R$ 12 bilhões foram reservados especificamente para iniciativas ligadas à saúde. Uma parcela de R$ 1,8 bilhão foi destinada ao financiamento de políticas públicas executadas diretamente pelos municípios atingidos.

O valor liberado agora representa mais uma etapa do cronograma de transferências previsto no acordo. Segundo as regras estabelecidas, os recursos permanecem sob gestão de um fundo privado administrado pelo governo federal, responsável por realizar os repasses conforme o cumprimento das exigências previstas.

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