O governo de Minas Gerais concedeu um regime fiscal preferencial à mineradora australiana St George Mining, visando reduzir os custos de desenvolvimento do seu projeto de terras raras e nióbio no município de Araxá, localizado no interior do estado. O apoio inclui facilitação de aprovações regulatórias, realização de estudos de viabilidade e um processo acelerado rumo à produção, destacando a importância estratégica do projeto para a economia de Minas e do Brasil.
Apoio estadual e parcerias estratégicas aceleram o desenvolvimento do Projeto Araxá, uma iniciativa promissora no setor mineral
Além do regime fiscal, a St George firmou uma parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) para a construção de uma planta piloto no campus de Araxá. A planta terá capacidade para realizar testes metalúrgicos e produzir amostras de ferronióbio e concentrados de terras raras, essenciais para o avanço da produção mineral da empresa. Esse investimento está alinhado com a busca por inovação e sustentabilidade no setor de mineração.
O Projeto Araxá, adquirido integralmente pela St George em fevereiro de 2025, está situado próximo às operações de nióbio da CBMM, líder mundial no setor. A estimativa de recursos divulgada pela empresa inclui 41,2 milhões de toneladas com teor de 0,68% de nióbio e 40,6 milhões de toneladas com 4,13% de teor de terras raras. Esses recursos têm um enorme potencial para impulsionar a indústria nacional, especialmente no contexto da crescente demanda por minerais essenciais à transição energética e à tecnologia.
A St George também foi selecionada para integrar a iniciativa federal MagBras, que visa criar uma cadeia produtiva integrada de ímãs permanentes no Brasil. A participação da mineradora nesse projeto demonstra seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor de mineração, além de fortalecer a posição do Brasil na cadeia global de ímãs permanentes, fundamentais para a produção de energia limpa e dispositivos eletrônicos.


