A Câmara Municipal de Parauapebas aprovou uma proposta voltada ao futuro da Mina do Azul, localizada no Complexo Minerário de Carajás. A medida busca antecipar soluções para a área, que já se aproxima do fim de sua vida útil após décadas de exploração mineral.
A iniciativa, apresentada pelo vereador Alex Ohana, prevê a criação de um planejamento estratégico envolvendo diferentes instituições, com foco no reaproveitamento da área após o encerramento das atividades.
Mina do Azul entra em debate com foco no planejamento pós-mineração
A proposta sugere que o município atue em conjunto com a Vale, o ICMBio, o SAAEP e outros órgãos para estruturar ações que garantam um destino sustentável para a região. A ideia é pensar alternativas que vão além da mineração, considerando novas possibilidades de uso para o território.
Entre os pontos discutidos estão a recuperação ambiental, o incentivo ao turismo ecológico e técnico, além do desenvolvimento de projetos voltados à pesquisa científica e à educação ambiental.
A Mina do Azul iniciou suas operações em 1985, com foco na extração de manganês, e está entre as primeiras da região a caminhar para o encerramento, com previsão de exaustão entre 2022 e 2025.
Proposta avalia uso da cava como reservatório de água
Um dos destaques da indicação é a análise da possibilidade de transformar a cava da mina em um reservatório hídrico estratégico para o município. A proposta não prevê uso imediato, mas defende que a alternativa seja considerada dentro de um planejamento de médio e longo prazo.
Para isso, seriam necessários estudos técnicos em diferentes áreas, como hidrologia, geotecnia, meio ambiente e saúde, a fim de avaliar a viabilidade, a qualidade da água e os impactos envolvidos.
Caso a ideia se mostre viável, o espaço poderá contribuir para ampliar a capacidade de abastecimento da cidade, além de ajudar na prevenção de crises em períodos de estiagem e fortalecer a segurança hídrica de Parauapebas.


