A Vale voltou ao cenário internacional ao ter a Mina de Brucutu, em Minas Gerais, reconhecida com o Shingo Prize, considerado o mais respeitado reconhecimento mundial em excelência na gestão. A premiação é concedida pelo Shingo Institute, vinculado à Utah State University, e homenageia Shigeo Shingo, um dos idealizadores do Sistema Toyota de Produção.
A cerimônia oficial de entrega ocorrerá no dia 19 de março, nos Estados Unidos, reunindo organizações de diversos países reconhecidas por seus modelos avançados de gestão industrial.
Tecnologia autônoma e segurança colocam a Mina de Brucutu entre as melhores do mundo
Localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), a mina de Brucutu se consolidou como referência ao aliar alta performance produtiva a rigorosos padrões de segurança. A unidade desempenhou papel estratégico para que a empresa atingisse, recentemente, o maior volume anual de produção de minério de ferro desde 2018, alcançando a marca de 336 milhões de toneladas.
O desempenho é atribuído à maturidade dos processos internos, à disciplina operacional e à consolidação de uma cultura voltada para melhoria contínua. Segundo a companhia, a conquista reforça o compromisso com eficiência, qualidade e proteção das equipes.
Primeira mina do Brasil com frota 100% autônoma
Brucutu foi pioneira no país ao implementar, em 2018, um sistema integral de transporte autônomo. Atualmente, a estrutura opera com 15 caminhões fora de estrada, cada um com capacidade para transportar 240 toneladas, além de duas perfuratrizes automatizadas.
Toda a operação é acompanhada por profissionais em uma sala de controle, o que reduz significativamente a exposição dos trabalhadores a áreas de risco. A mineradora mantém aproximadamente 100 equipamentos autônomos distribuídos entre mina, pátios e operações portuárias no Brasil.
De acordo com a empresa, o uso da tecnologia gera ganhos relevantes em segurança, redução de custos, aumento de produtividade e menor emissão de carbono.


