Mina Chapada corta custo do cobre em 64% e prepara terreno para uma nova fase de expansão em Goiás

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A Mina Chapada, operada pela Lundin Mining em Alto Horizonte, no norte de Goiás, está entrando em uma nova fase depois de uma transformação que alterou significativamente os indicadores de eficiência da operação. O principal sinal dessa mudança está no custo de produção do cobre, que despencou nos últimos anos e abriu espaço para novos projetos dentro do complexo mineral.

Entre 2022 e 2025, o custo C1 da produção de cobre passou de US$ 2,08 para US$ 0,75 por libra. A diferença representa uma redução de 64% e coloca a operação em uma posição mais competitiva diante dos desafios relacionados às características do minério extraído na unidade.

A melhora não ocorreu de forma isolada. Ela faz parte de um processo de revisão operacional que envolveu dezenas de ações e preparou a mina para um novo ciclo de investimentos e desenvolvimento.

Mina Chapada transforma operação com mais de 60 iniciativas

Um dos principais responsáveis pela mudança foi o programa Full Potential, desenvolvido ao longo de três anos. Nesse período, mais de 60 iniciativas foram colocadas em prática com o objetivo de aperfeiçoar processos, elevar a eficiência e gerar valor de maneira sustentável.

O programa atacou diferentes pontos da operação e contribuiu para modificar a estrutura de custos da produção. O resultado mais expressivo aparece justamente na comparação entre os valores registrados em 2022 e 2025.

A redução do custo C1 de US$ 2,08 para US$ 0,75 por libra significa que, para cada libra de cobre produzida, a operação passou a ter uma estrutura de custo significativamente menor. Em um mercado marcado por pressão sobre custos e necessidade constante de ganhos de produtividade, essa diferença pode representar uma vantagem importante para a competitividade do empreendimento.

A evolução também fortalece a capacidade da Mina Chapada de lidar com as particularidades do minério da região, criando condições mais favoráveis para a continuidade dos investimentos.

Projeto Saúva aparece como próximo passo do crescimento

Com a etapa de transformação operacional avançando, a atenção agora se volta para o Projeto Saúva, apontado como o principal destaque da nova fase de desenvolvimento da Mina Chapada.

A lógica é aproveitar a estrutura construída nos últimos anos para sustentar uma etapa de crescimento. A combinação entre redução de custos, melhoria dos processos e aumento da eficiência cria uma base operacional mais preparada para novos projetos e oportunidades de geração de valor.

Para Alto Horizonte, o movimento também reforça a importância da atividade mineral para a economia local. A continuidade do desenvolvimento da mina mantém a região no radar dos investimentos ligados à produção de cobre em Goiás.

A trajetória registrada entre 2022 e 2025 mostra que a competitividade de uma operação mineral não depende apenas do volume produzido. A capacidade de revisar processos, reduzir despesas e aumentar a eficiência pode ser decisiva para prolongar o potencial econômico de um empreendimento.

No caso da Mina Chapada, a queda de 64% no custo C1 representa justamente esse movimento. Depois de três anos de mudanças e mais de 60 iniciativas implementadas, a operação chega a uma nova etapa com o Projeto Saúva como uma das principais apostas para o futuro.

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