A Mina Borborema, localizada em Currais Novos, na região do Seridó potiguar, alcançou a produção de 31.352 onças equivalentes de ouro nos primeiros seis meses de 2026. O resultado marca o primeiro ano de operação do empreendimento e amplia a presença do Rio Grande do Norte no cenário da produção industrial de ouro no Brasil.
Operada pela Aura Minerals, a unidade iniciou a produção da primeira barra em junho de 2025 e passou a operar comercialmente em setembro do mesmo ano, após uma fase de testes e ajustes para alcançar a capacidade planejada.
Mina Borborema registra produção de ouro no primeiro ano de operação
Entre abril e junho de 2026, a Mina Borborema produziu 14.251 onças equivalentes de ouro. O volume representa uma redução de 17% em relação ao primeiro trimestre, quando foram registradas 17.101 onças.
Segundo a Aura Minerals, a queda já estava prevista no planejamento operacional e ocorreu principalmente devido à redução do teor de ouro encontrado no minério processado durante o período.
As vendas alcançaram 13.996 onças no segundo trimestre, enquanto o acumulado entre janeiro e junho chegou a 30.605 onças comercializadas.
Construída em um período de 19 meses, a operação conta com uma mina a céu aberto e uma unidade de beneficiamento instalada a cerca de 26 quilômetros da área urbana de Currais Novos.
Projeto prevê mais de 700 mil onças de ouro durante operação
O planejamento da Mina Borborema estima uma produção total de 748 mil onças de ouro ao longo de uma vida útil prevista em 11,3 anos. A expectativa é alcançar uma média anual de 83 mil onças nos três primeiros anos completos de funcionamento e aproximadamente 65 mil onças por ano durante todo o período produtivo. As reservas minerais prováveis do projeto estão estimadas em 812 mil onças de ouro.
Além da produção mineral, a operação também chama atenção pelo sistema de abastecimento hídrico utilizado na planta de beneficiamento. A empresa informa que utiliza água de reúso proveniente do tratamento de esgoto doméstico de Currais Novos.
De acordo com a companhia, cerca de 70 metros cúbicos de água reutilizada por hora são transportados por um emissário de 27 quilômetros até a unidade industrial.
A atividade também gera impactos econômicos para o município e para o estado por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Conforme a legislação, 60% dos recursos destinados pela compensação ficam com o município produtor e 15% são direcionados ao estado onde ocorre a extração.


