sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Lítio de Minas pode ganhar tecnologia inédita de refino

Nova tecnologia de refino de lítio testada na Austrália poderá ser aplicada no Projeto Colina, em Salinas. A iniciativa pode fortalecer Minas Gerais na cadeia global de baterias, mas ainda depende de avaliações técnicas e financeiras

Por Raquel Luciano23 de junho de 2026 · 14:56Leitura de 2 min
Nova tecnologia de refino de lítio testada na Austrália poderá ser aplicada no Projeto Colina, em Salinas. A iniciativa pode fortalecer Minas Gerais na cadeia global de baterias, mas ainda depende de avaliações técnicas e financeiras
Imagem: C&M – Nova tecnologia de refino de lítio testada na Austrália poderá ser aplicada no Projeto Colina, em Salinas. A iniciativa pode fortalecer Minas Gerais na cadeia global de baterias, mas ainda depende de avaliações técnicas e financeiras

Minas Gerais pode dar um novo passo para ampliar sua participação na cadeia global de baterias com a possível adoção de uma tecnologia inovadora voltada ao processamento de lítio. O método, atualmente em fase de validação na Austrália, promete agregar valor à produção mineral ao transformar concentrado de espodumênio em fosfato de lítio, matéria-prima utilizada na fabricação de baterias de íon-lítio.

A solução está sendo desenvolvida pela mineradora PLS e poderá futuramente integrar as operações do Projeto Colina, localizado em Salinas, no Norte de Minas. Entretanto, a implementação ainda depende de uma série de avaliações técnicas, econômicas e operacionais.

Tecnologia de lítio busca ampliar valor agregado da produção mineral

O novo sistema utiliza um processo de calcinação elétrica para realizar uma etapa intermediária de refino do mineral. A tecnologia está sendo submetida a testes em uma planta de demonstração recentemente inaugurada na Austrália, onde especialistas analisam o desempenho do método antes de qualquer expansão comercial.

Caso os resultados sejam considerados satisfatórios, a iniciativa poderá representar um avanço importante para a indústria brasileira de minerais estratégicos, permitindo que parte do processamento seja realizada mais próxima da origem da matéria-prima.

A estratégia acompanha o movimento global de fortalecimento das cadeias produtivas ligadas à transição energética, especialmente diante da crescente demanda por componentes utilizados em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Projeto Colina ainda aguarda definições sobre investimento

Apesar do potencial da tecnologia, a empresa ressalta que ainda não existe uma decisão definitiva sobre sua aplicação em escala industrial no Brasil. O futuro do projeto dependerá dos resultados obtidos na unidade de testes e da viabilidade econômica da operação.

Entre os fatores analisados estão alternativas para financiamento do empreendimento. A companhia estuda possibilidades de apoio por meio de instituições brasileiras, como BNDES e Finep, além de mecanismos internacionais voltados ao desenvolvimento de projetos ligados à cadeia de minerais críticos.

Se confirmada, a iniciativa poderá fortalecer a posição de Minas Gerais no mercado global de lítio, ampliando a participação do Estado não apenas na extração mineral, mas também em etapas mais avançadas da cadeia produtiva voltada à fabricação de baterias.